Depois do jantar, já passava das nove e a Rebeca ainda não dava sinal de que ia embora. Ela seguiu a Dona Joana até o sofá, pronta para se acomodar coladinha ao lado dela, claramente querendo puxar mais conversa.
A Dona Joana manteve um sorriso educado, mas o tom dela veio distante, firme, sem espaço pra discussão:
— Rebeca, já está bem tarde hoje. Eu não vou segurar você, não. Vai com calma no caminho, presta atenção pra voltar em segurança.
A Rebeca parou no meio do movimento. No rosto bonito e impecavelmente cuidado dela, passou um traço rápido de constrangimento.
Ela ficou alguns segundos sem reação, até que finalmente assentiu, meio engessada:
— Tá bem, então eu não vou atrapalhar o seu descanso. A senhora se cuida. Eu volto outro dia pra ver a senhora.
Na hora de sair, ela se virou pra mim e pro Thiago:
— Ah, quase esqueci. Depois de amanhã é a sessão de autógrafos do meu livro novo, lá na livraria do centro. Eu vou ficar muito feliz se vocês aparecerem. Depois da sessão, vai ter um jantarzinho exclusivo. Débora, eu vou contar com a sua presença, hein?
O Thiago largou a revista que estava segurando, e respondeu com a mesma frieza polida de sempre:
— A gente vê isso. Eu e a Débora estamos cheios de trabalho esses dias. Se sobrar um tempo, a gente passa lá.
A expressão da Rebeca escureceu na hora, mas ela não insistiu. Ela se despediu da Dona Joana com uma formalidade seca e saiu quase às pressas.
Assim que a silhueta dela sumiu pela porta, a Dona Joana soltou um suspiro pesado, recostou no sofá e desabafou:
— O que aconteceu com a Rebeca? Antes ela era uma menina tão boa… Sempre foi metida, sim, mas pelo menos sabia a linha que não podia passar. Agora está desse jeito, atacando todo mundo! Você viu as coisas que ela falou no jantar? Estava na cara que ela estava cutucando a Débora de propósito!
O Thiago pegou a xícara, encheu com mais um pouco de café, sem pressa, e falou num tom calmo, quase indiferente:
— Ela sempre foi assim. Egoísta, fala o que quer, sem se preocupar com o que o resto sente.
A Dona Joana assentiu, visivelmente contente, e pediu que a funcionária a ajudasse a levantar para dar uma volta no jardim.
Aquilo fazia parte do ritual da noite dela: caminhar um pouco depois do jantar pra ajudar na digestão e cuidar da saúde.
Quando a Dona Joana saiu, a sala ficou só para mim e para o Thiago. O clima entre nós mudou de repente, ficou mais denso, mais carregado de coisas não ditas.
O Thiago se recostou no sofá, me encarou por alguns segundos e perguntou, com a voz mais grave:
— Você quer me perguntar alguma coisa?
Eu não fiz rodeio, fui direto ao ponto:
— A Rebeca gosta de você, não gosta?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...