A cama afundou de leve quando o peso dele veio por cima, cercando meu corpo entre o colchão e o abraço dele, como se ele quisesse me prender ali, só pra ele.
Do lado de fora, a noite estava espessa, silenciosa. Por dentro, a temperatura parecia alta o bastante pra me deixar em brasa.
...
No dia seguinte.
Quando eu acordei, eu senti como se alguém tivesse desmontado todos os meus ossos e montado de novo. A minha lombar e as minhas costas doíam de um jeito absurdo.
O lado da cama onde o Thiago tinha dormido já estava vazio. Eu me apoiei com cuidado e sentei, e foi aí que o meu olhar parou num bilhete colado na mesa de cabeceira.
No papel bege-claro, a letra firme dele saltava aos meus olhos:
[Já levei as crianças pra escola, a vó já foi pra igreja. Quando você acordar, desce e come alguma coisa.]
Eu passei a ponta dos dedos pelo bilhete e senti o sorriso subir sozinho nos meus lábios. Aquela sensação simples de segurança e de pertencimento era algo que eu não sentia fazia muito tempo.
Quando eu me levantei, a dor nas costas e no quadril voltou em ondas.
A minha mente começou a viajar na mesma hora. O ritmo do Thiago realmente me impressionava. Eu só conseguia pensar em duas possibilidades: ou ele não tinha passado esses anos de solteiro exatamente “sozinho” e tinha experiência suficiente com outras mulheres; ou tinha ficado tempo demais na seca e agora estava assim, com tudo acumulado.
Eu mordi os lábios, torcendo em silêncio pra que… Fosse mesmo a segunda opção.
Quando eu vi a hora, eu tratei de espantar todas aquelas imagens da cabeça, corri pro banheiro pra me arrumar e coloquei o café da manhã numa marmita pra levar pro trabalho.
Por causa de tudo o que tinha acontecido nos últimos dias, eu já tinha faltado bastante. E, pra completar, naquele dia eu ainda ia chegar atrasada de novo.
No caminho, eu liguei pra Eduarda pra pedir desculpas.
Mas ela riu e debochou:
— Ah, para. Agora você é a queridinha do Thiago. Do jeito que a coisa vai, logo você vira dona da empresa. Aí é você que vai ter que cuidar de mim lá dentro!
— Para de falar besteira! — Eu senti o rosto esquentar na mesma hora. — Fica tranquila. Atrasar, eu até atraso. Mas o meu trabalho eu vou entregar. Se for preciso, eu viro a noite.
A Eduarda deu duas fungadas dramáticas:
— Então já se prepara pra hora extra! Esses dias que você sumiu, eu cheguei a achar que você tinha decidido virar dona de casa de vez. Eu quase repassei os seus projetos pra outra pessoa. Você tem certeza de que quer voltar e assumir tudo de novo?
— Tenho toda. Eu não pedi demissão. O meu trabalho não tem por que ir parar na mão de ninguém. — Eu falei, sem titubear.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Mais capítulos pfvr 🥹...
Aahhh esperei por esse momento......
Precisamos de um amor avassalador de Thiago e Débora e finalmente felizes...
Na melhor parte acaba o capítulo, pelo amor de Deus , escreve uma 20 por dia...
700 capítulos e a história não anda pra frente. A todos os novos leitores por aqui eu não recomendo de todo esta história...
700 paginas de pura "Encheção de linguiça" nem novela mexicana é tão enrolada que horror...
Começo a chegar à conclusão que a Débora tem nojo do Tiago, a forma como a autora descreve aquilo que Débora sente quando é tomada por ele retrata mais nojo do que desejo. Juro que já não entendo mais nada. Muita enrolação...
Acho que o autor já enrolou muito o final da trama, já está muito longo. Thiago e Débora nunca ficam juntos....
Ja estou desistindo de ler....
Não aguento mais esperar....