Na manhã seguinte, eu dirigi até a empresa, com as palavras de Thiago da noite anterior ainda girando na minha cabeça.
A situação de Nina pesava no meu peito como uma pedra. Emocionalmente, eu queria acreditar nela, mas a minha razão não parava de me alertar: se ela realmente tivesse uma mente tão calculista, mantê-la dentro da empresa poderia se transformar em um problema sério.
Assim que entrei na empresa, fui direto para a sala de Clara. Eu pretendia explicar tudo a ela: que Nina deveria ficar restrita a tarefas simples, como impressão de documentos, serviços externos e atividades sem relevância estratégica. Qualquer coisa ligada a projetos principais ou documentos sensíveis ela não deveria nem tocar.
Só que, no momento em que bati na porta e entrei, antes mesmo de eu abrir a boca, Clara já veio em minha direção com o rosto iluminado.
Ao ver aquilo, sorri e brinquei:
— O que aconteceu? Você conseguiu algum ator perfeito para o nosso elenco?
Ela estava sorrindo de orelha a orelha, claramente empolgada:
— Tenho uma notícia enorme! O contrato do Bruno com a antiga empresa acabou. Ele está livre no mercado agora! Nossa empresa ainda não tem nenhum ator exclusivo. Se conseguirmos trazê-lo, o Grupo Lins Comunicação entra de vez no jogo. Só o faturamento dele sozinho já seria suficiente para sustentar a empresa inteira.
Eu não compartilhei do entusiasmo dela. Respondi com mais sobriedade:
— Clara, você sabe muito bem o tamanho do Bruno. Ele está no topo do mercado, é um dos mais disputados. Metade das grandes empresas do setor está atrás dele. Por que ele escolheria uma produtora pequena como a nossa, que ainda está engatinhando?
Clara sorriu de forma enigmática, inclinou-se em minha direção e falou em voz baixa:
— Está todo mundo atrás dele, sim. Até a empresa da Rebeca entrou na disputa, oferecendo um valor altíssimo de luvas e um pacote de projetos absurdo. Mas adivinha?
Ela fez uma pausa proposital, aproveitando minha curiosidade:
— O Bruno mandou um recado por um intermediário dizendo que aceita vir para a nossa empresa. Mas ele impôs uma condição: quer a Nina como assistente exclusiva dele.
— Fala a verdade: essa Nina é tão bonita que, mesmo sem nunca mais voltar para frente das câmeras, não vai ficar desamparada. Mal saiu de um envolvimento com o herdeiro da família Mendes, já aparece um astro do topo da indústria querendo “resgatá-la”. A sorte dessa mulher é impressionante.
Eu encarei Clara com mais seriedade:
— Clara, estamos administrando uma empresa séria. Mesmo que esse meio seja cheio de sujeira, nós não vamos misturar isso com exploração ou transformar em algo desse tipo. E ninguém será obrigado a fazer nada contra a própria vontade.
Fiz uma pausa:
— Primeiro, vamos perguntar o que a Nina quer.
O sorriso de Clara vacilou. Ela ficou alguns segundos em silêncio antes de responder, um pouco magoada:
— Eu sei disso. Você acha que eu sou o quê? Estou nesse mercado há anos. Posso até ter um jeito mais duro de trabalhar, mas eu nunca fiz e nunca vou fazer esse tipo de coisa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...
Jura, que acabou desta forma? A mãe da Débora sumida continuou e ela nem perguntou kkkkk...
Uai, cadê o resto? A mãe da Débora não vai acordar? E o Cláudio e Alice? Oque vai acontecer com o Augusto? E a Bruno? Lorenzo? E a Mônica? Vai mostrar como ela ficou depois? Débora não vai dizer pra Alice que a mãe delas está viva ? Eu quero maaaaaais!!! ...
mas e a mãe da débora?! que o corpo sumiu?...
Finalmente um final feliz pro Thiago e pra Débora, que agoniante foi ler cada processo de sofrimento e distância dos dois pqp...