Eu perguntei:
— A Mônica não te contou?
— Do que você está falando? Não estou entendendo. — Meu irmão desviou o olhar e continuou mexendo na comida no prato, como se nada tivesse acontecido.
Eu tentei provocá-lo:
— A Mônica sabe que eu sou sua irmã, por isso ela só pode manter um caso escondido com você. Ela não tem coragem de vir aqui conhecer nossos pais, né? Mas você sabia que ela teve uma filha com o Augusto?
Nesse momento, meu irmão finalmente largou os talheres. No entanto, não havia qualquer surpresa ou choque em sua expressão. Ele simplesmente me olhou e disse:
— Se você colocasse toda essa energia que está gastando com a Mônica no Augusto, talvez ele não tivesse te traído. Às vezes, você precisa olhar para os seus próprios erros e parar de culpar os outros.
Eu o encarei, incrédula. Aquela era a mesma pessoa que sempre me protegeu e cuidou de mim desde criança?
Ele sabia da relação entre Augusto e Mônica, mas ainda assim estava me criticando?
Com os olhos marejados, eu perguntei, sentindo-me profundamente magoada:
— Então, na sua opinião, é normal o Augusto trair com a Mônica? E você? Qual é a sua relação com ela?
Meu irmão franziu ligeiramente a testa, mostrando um traço de impaciência, e respondeu:
— Somos adultos. Precisamos saber nossos limites. Tem coisas que você não deveria perguntar.
Foi a primeira vez que ele usou esse tom comigo. Parecia outra pessoa, assim como o Augusto.
Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, a voz de Maria ecoou da sala, num tom muito mais alto do que o normal:
— Débora, venha aqui agora! O que está acontecendo?
Sem entender o que havia ocorrido, fui para a sala. Quando cheguei lá, vi as fotos de Augusto e Mônica entrando juntos em um clube, com gestos íntimos, sendo exibidas na televisão.
Natália pareceu entender de imediato:
— Aquela desgraçada está pressionando o Augusto a se divorciar de você e se casar com ela!
— Não é melhor assim? — Suspirei profundamente, recostando-me na cama, e disse. — Finalmente vou me libertar disso tudo.
Natália notou algo estranho no meu tom de voz e perguntou:
— O Augusto te perguntou sobre o teste de DNA ontem? O que você disse a ele?
— Sim, ele perguntou. — Respondi, com um sorriso amargo. — Ele acha que eu fiz o teste apenas para destruir a Mônica.
Eu ri de mim mesma, mas a dor era evidente. Quanto mais eu pensava, mais percebia o quão patético era o amor que dediquei ao Augusto nesses últimos vinte anos.
Nós estávamos juntos há tanto tempo, e ainda assim, ele me via de forma tão superficial e mesquinha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Precisamos de um amor avassalador de Thiago e Débora e finalmente felizes...
Na melhor parte acaba o capítulo, pelo amor de Deus , escreve uma 20 por dia...
700 capítulos e a história não anda pra frente. A todos os novos leitores por aqui eu não recomendo de todo esta história...
700 paginas de pura "Encheção de linguiça" nem novela mexicana é tão enrolada que horror...
Começo a chegar à conclusão que a Débora tem nojo do Tiago, a forma como a autora descreve aquilo que Débora sente quando é tomada por ele retrata mais nojo do que desejo. Juro que já não entendo mais nada. Muita enrolação...
Acho que o autor já enrolou muito o final da trama, já está muito longo. Thiago e Débora nunca ficam juntos....
Ja estou desistindo de ler....
Não aguento mais esperar....
Já não aguento mais esperar o desfecho de Débora e Thiago,mulher faz uns 20 capitulos por favor...
Eita, por favor queremos os próximos capitulos...