— Chega! — Eu o interrompi, tomada pela raiva. — Eu não preciso que você me lembre de nada. O que acontece entre mim e o Thiago não diz respeito a você!
Assim que terminei de falar, desliguei o celular na cara dele, com o peito subindo e descendo sem controle.
Mesmo assim, a imagem de Thiago se lançando na frente de todo mundo para defender Rebeca surgiu sozinha na minha cabeça, como se tivesse sido marcada a ferro e fogo. Eu senti um peso estranho apertar o meu peito, deixando tudo sufocante.
Eu peguei o celular de novo. Tirando as mensagens de trabalho, o restante permanecia em absoluto silêncio.
Eu tinha acreditado que, depois da conversa que tive com Augusto, ele fosse recuar um pouco.
Mas, nos dias seguintes, todos os indicadores do Grupo Lins Comunicação começaram a disparar como se alguém tivesse apertado um botão.
Clara observava aquele cenário promissor radiante, como se já tivesse esquecido completamente a discussão que nós tínhamos tido.
Na reunião, ela falou empolgada:
— Fechamos mais dois contratos de peso! As marcas vieram atrás da gente, Débora. Elas disseram que queriam trabalhar especificamente com a nossa empresa!
Ela abriu a pasta. Aquelas oportunidades que antes só chegavam às mesas das agências mais consolidadas do mercado agora desembarcavam na nossa empresa recém-criada em uma sequência impressionante.
Antes que eu conseguisse processar tudo, Eduarda entrou na conversa, animada:
— Débora, hoje chegaram mais três propostas de parceria. O pessoal do jornalismo está enlouquecendo com tanto trabalho!
As duas pareciam crianças diante de um tesouro inesperado. E eu, no meio daquilo tudo, sentia como se uma pedra enorme estivesse esmagando o meu peito, roubando o meu ar.
No passado, para conseguir um contrato sequer, a equipe comercial precisava atravessar metade da cidade, gastar horas em reuniões e insistir sem parar. Agora, os contratos pareciam surgir espontaneamente diante de nós.
— Débora, volta para a realidade. — Clara deu duas batidinhas leves na mesa, trazendo os meus pensamentos de volta. O tom dela era de pura lógica. — Todo mundo abre uma empresa para ganhar dinheiro. O dinheiro está batendo à nossa porta. Você realmente quer fechar a porta para ele?
Eduarda concordou na mesma hora:
— Exatamente. A empresa é das três, não é só sua. Se a gente tem oportunidades à disposição e não aproveita, aí sim está tomando uma decisão sem sentido.
Eu não tinha como negar o que elas estavam dizendo. Mas, ao mesmo tempo, eu sabia que todas aquelas oportunidades vinham de Augusto. E então? O que Thiago iria pensar se descobrisse?
Um turbilhão se formou dentro de mim. Eu me repreendi por ainda me importar. No dia em que ele me deixou de lado para sair no soco por causa de Rebeca, os meus sentimentos não tiveram importância alguma. Então por que eu ainda estava preocupada com o que ele pudesse pensar?
— Você precisa parar com essa infantilidade. Sério, Rebeca. O que você está fazendo não combina em nada com a sua idade.
Rebeca se levantou, caminhou até parar diante dele e disse:
— Uma pessoa só age como criança na frente de quem ama.
Thiago respondeu sem hesitar:
— Mas eu já tenho a pessoa que eu amo.
— Você está falando da Débora? — Rebeca riu com desprezo. — Então vamos fazer o seguinte: casa com ela. Agora. Hoje. Vão lá e oficializem esse casamento de uma vez. No momento em que vocês se casarem, eu paro. Eu ainda não decidi me tornar amante de ninguém. Só que, neste momento, você está solteiro. E enquanto você não estiver casado, eu não vou desistir.
Thiago ficou olhando para ela, como se não acreditasse no que tinha acabado de ouvir.
Rebeca continuou, sorrindo:
— Se você quer tanto se livrar de mim, peça ela em casamento. Uma mulher como a Débora deve sonhar em entrar para o seu mundo. Eu tenho certeza de que, se você disser “eu quero me casar com você”, ela aceita na mesma hora e corre para o altar. Ou será que, no fundo, você nunca teve a intenção de assumir um compromisso de verdade com ela?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...
Jura, que acabou desta forma? A mãe da Débora sumida continuou e ela nem perguntou kkkkk...
Uai, cadê o resto? A mãe da Débora não vai acordar? E o Cláudio e Alice? Oque vai acontecer com o Augusto? E a Bruno? Lorenzo? E a Mônica? Vai mostrar como ela ficou depois? Débora não vai dizer pra Alice que a mãe delas está viva ? Eu quero maaaaaais!!! ...
mas e a mãe da débora?! que o corpo sumiu?...
Finalmente um final feliz pro Thiago e pra Débora, que agoniante foi ler cada processo de sofrimento e distância dos dois pqp...