Eu sorri de leve.
Ele provavelmente já havia visto o acordo de divórcio que deixei para ele, e talvez fosse por isso que agora ele e Mônica estavam ainda mais escancarados, sem qualquer preocupação em disfarçar.
Quanto a mim, como minha lesão no pé já estava quase totalmente curada, voltei ao trabalho na empresa.
Eu tinha pressa em retornar porque, no momento, todos os grandes veículos de mídia estavam discutindo sobre o adiamento do lançamento do dispositivo de suporte cardiopulmonar do Grupo Moretti, que era o assunto mais quente do momento.
Inicialmente, eu não queria me envolver em nada relacionado ao Grupo Moretti, mas o lançamento desse dispositivo estava diretamente ligado à minha mãe.
O que realmente me importava era: quando, afinal, esse dispositivo seria lançado? E que tipo de obstáculos estavam atrasando o processo?
As notícias eram conflitantes, e as especulações da mídia tornavam difícil saber o que era verdade ou mentira.
Depois de uma pesquisa extensa sobre o histórico do dispositivo de suporte cardiopulmonar, minha intuição jornalística me levou a focar no principal responsável pelo desenvolvimento do projeto.
O nome do designer-chefe era Igor Fonseca, e o histórico educacional dele era simplesmente inacreditável.
Igor foi enviado para estudar no exterior aos 16 anos, em uma universidade desconhecida, com um curso que não tinha nenhuma relação com pesquisa ou engenharia biomédica.
Aos 18 anos, apenas dois anos depois, ele já havia obtido o diploma de graduação.
Depois de ganhar um diploma no exterior, Igor entrou diretamente em um programa integrado de mestrado e doutorado para estrangeiros na Universidade da Cidade H. Em apenas quatro anos, ele obteve um doutorado em Engenharia Biomédica, algo que levaria, no mínimo, dez anos para qualquer pessoa comum.
Não era de se estranhar que o dispositivo de suporte cardiopulmonar estivesse enfrentando tantas dúvidas durante a fase de análise regulatória.
Afinal, com uma formação tão superficial como a de Igor, sem uma base sólida em engenharia biomédica, era difícil não questionar como ele conseguiria desenvolver um dispositivo tão avançado.
E quanto aos dados experimentais e ao processo de pesquisa dele? De onde ele teria tirado tudo isso?
Como jornalista, fiquei eufórica por finalmente encontrar um ponto de ruptura na investigação. Imediatamente, liguei para Eduarda, minha chefe direta.
Olhei para aquela montanha de papéis e franzi a testa:
— Tudo isso? Você quer que eu termine ainda hoje?
— Se não terminar durante o expediente, continue em casa. Precisa que eu te ensine isso também? — Respondeu Eduarda, com um tom claramente rude.
Na mesma hora, entendi o que estava acontecendo e retruquei:
— Então, você está fazendo isso de propósito, para me impedir de continuar com a investigação sobre o dispositivo de suporte cardiopulmonar do Grupo Moretti?
Eduarda me encarou com firmeza e disse:
— Eu sou a sua supervisora, e você ainda está no período de experiência. Faça o que eu mando, Débora. E não ache que eu não sei o que está tentando fazer. Você quer usar essa matéria para se vingar da Mônica, né? Está achando que, se desmascarar o irmão dela, vai conseguir arrastar ela junto para o escândalo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...