Ela precisava afastar qualquer desconfiança de Augusto para que Cláudio conseguisse sair dali em segurança. Alice respirou fundo, caminhou até a porta e girou a maçaneta devagar.
A porta se abriu, e a figura alta de Augusto apareceu no batente, com um saquinho branco de remédios na mão. Quando o olhar dele pousou no rosto dela, ele franziu levemente a testa, quase de forma imperceptível.
Ele entrou, estendeu o saco de remédios na direção dela e perguntou:
— Você não está com uma aparência muito boa. Se não estiver se sentindo bem, eu levo você ao médico.
Alice engoliu o nervosismo, forçou um sorriso completamente artificial e tentou parecer despreocupada enquanto balançava a mão.
— Acho que peguei um resfriado ontem, porque acabei tomando chuva. Saí há pouco para resolver algumas coisas e, quando voltei, senti o corpo inteiro dolorido, então deitei um pouco para descansar.
Para deixar a desculpa mais convincente, ela ainda fez questão de abaixar a voz e fingiu tossir duas vezes, de propósito.
Augusto não respondeu. O olhar dele percorreu devagar cada canto da sala de descanso. Estava tudo em ordem, no lugar, sem nenhum sinal estranho.
Só então ele desviou o olhar, enfiou a mão no saco e tirou uma caixa de remédio para resfriado.
— Tome o remédio primeiro. Depois durma um pouco e descanse direito, está bem? — Disse ele.
Na cabeça de Alice, porém, só existia a imagem de Cláudio do lado de fora da janela. Ela estava apavorada com a possibilidade de ele escorregar e despencar do vigésimo andar.
E Augusto não dava qualquer sinal de que pretendia ir embora. Ele encheu um copo com água, sem pressa, e o entregou a ela.
Alice tomou o remédio de má vontade, com a cabeça a mil, pensando em alguma maneira de tirar aquele homem dali o mais rápido possível.
Foi então que Augusto falou por conta própria:
— Você não precisa participar da reunião daqui a meia hora. Fique aqui e descanse.
Alice só então se lembrou da reunião de análise trimestral do departamento de marketing, que começaria dali a pouco. Ela, que quase nunca deixava de trabalhar nem quando estava doente, naquele momento apenas assentiu obedientemente e sorriu para ele.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Deu bug de novo não atualizou CAP hoje :(...
Estou no 329 e parece que a autora fez a nossa protagonista esquecer que Augusto causou o aborto do segundo filho dela....
Cadê o final.da historia...
A sinopse do livro diz que Débora consegue o divórcio, desaparece e só volta a aparecer no casamento com Thiago! Nesse desaparecimento é que Augusto enlouquece procurando por ela, só que eu já tô no capítulo 434, já acho Augusto louco fugido de clinica psiquiatrica, ela não conseguiu o divórcio, já se intrigou com Thiago, não fugiu, não triunfou, tô ficando preocupada de chegar no capítulo 900 e ainda continuar lendo a mesma coisa: Débora, Rafa e Laís sendo pisoteada e o livro ser constantemente sobre coisas ruins. (Não que esteja muito longe da realidade)...
Gente essa Débora é uma tonta né? Pelo amor de Deus, não sabe se cuidar, parece uma toupeira. E esse livro não acaba nunca, esses autores ficam enrolando só pra ter que ficar pagando capítulos nos aplicativos, só pode....
O que aconteceu com a plataforma, nao atualizou mais...
Essa plataforma está com erro só pode, já tem até o CAP 916 e aqui nada de atualizações...
Na Buenovelas ja esta 904...
Cade o restante,parou em 900 nao atualizou mais....
Ta igual livro da Débora que simplesmente parou... falta de respeito com o consumidor...