Ao entardecer, os últimos raios de sol inundavam o quarto.
Helena dormia exausta. Bruno vestia calças compridas e uma camisa frouxamente colocada, com apenas dois botões fechados. Mesmo com um braço deformado e marcado, ele continuava atraente.
Por causa da tentativa de engravidar, Bruno não fumava. Ele olhava para o pôr do sol, enquanto passava a mão nos cabelos negros de Helena, relembrando a intensidade de momentos anteriores.
Helena acordou vagamente.
Diferente das outras vezes, ela não se virou de costas, permanecendo encostada no homem. Ao olhar para o braço destruído, ela o estudou em silêncio por um tempo e, baixinho, perguntou:
— Por que você fez aquilo naquela hora?
Bruno ficou atônito. Após alguns instantes, entendeu ao que ela se referia. Desde que se reencontraram, Helena nunca havia mencionado Melissa diretamente. Ele olhou para ela e respondeu em voz baixa:
— Helena, talvez tenha sido por culpa, mas, mais do que isso, foi por amor.
Ele amava Helena, amava Bella. Naquele momento, o amor era sua escolha instintiva, e ele não queria que Helena carregasse um peso na consciência, porque ele já lhe devia demais. Não queria que ela escolhesse permanecer ao seu lado naquelas circunstâncias. Foram três anos muito difíceis, mas ele tinha Gonçalo.
Helena não perguntou mais nada. Ela afastou levemente a camisa dele e examinou as cicatrizes no braço, perguntando:
— Você fez fisioterapia de reabilitação?
— Sempre que possível. Ultimamente, parece que a força da mão melhorou. — Respondeu Bruno, com a voz grave. — Mas essas marcas vão permanecer para sempre, nem cirurgia de enxerto de pele conseguiria eliminá-las.
O sol poente tingia-o de laranja, suavizando sua aparência. As feridas pareciam menos assustadoras.
No antebraço, algumas cicatrizes se projetavam, deformando a pele. Helena passou os dedos finos por elas. De repente, Bruno estremeceu e seu olhar ficou intenso. Ele a puxou para perto, envolvendo-a em um beijo ardente.
Quando pararam, ele segurou a nuca dela e disse em voz baixa:
— Não toque mais aí.
Helena ficou quieta.
Bruno não insistiu em querer mais. Após o banho, ele preparou o café da manhã para Helena.
Assim que ele terminou de falar, ambos ficaram com o olhar vago por um instante.
Fazia tempo que ele não a chamava de Sra. Lima.
Durante o casamento, ele a chamava assim com sarcasmo, sempre usava esse título para avisá-la a não cobiçar o amor dele. Agora, ele desejava o amor dela intensamente, sentia até dor por isso.
Bruno, com expressão suave, disse:
— Sempre te chamava assim, é difícil mudar de repente.
Helena baixou o olhar, falando:
— Assine você mesmo.
Ela tentou se levantar, mas ele segurou seu pulso e a puxou para o colo, fazendo os dois caírem no sofá. Bruno acariciou o rosto pálido dela, perguntando com a voz grave:
— Está com pena de mim?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois que Fui Embora, o Canalha Ficou Louco
Já está uma semana no capítulo 530. Não vão finalizar o livro?...
A história é maravilhosa, mas e as atualizações? GoodNovel lembre-se do seu compromisso com os leitores....
Acho extremamente injusto só liberar duas páginas minúsculas por dia. As primeiras são maiores agora da 370 em diante são muito pequenas. Não é justo. A gente paga pra liberar as páginas para leitura e só recebe isso. Como o valor que eu já paguei pra liberar poderia comprar 2 livros na livraria...
O livro acabou ou não? Parei na página 363...
Acabou??...
Agora me diz porque fazer propaganda de um livro e não postar sequer uma atualização…...