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Depois que Fui Embora, o Canalha Ficou Louco romance Capítulo 267

— Vamos para lá primeiro. — Disse ela.

Para surpresa de Helena, Bruno lhe deu uma bolsa. Era uma edição limitada da Hermès Birkin, havia apenas 50 unidades no mundo e ainda não estava à venda na Cidade D.

A luz iluminava o ambiente, e Bruno baixou a cabeça, com expressão suave e olhar ternamente atento.

— Gostou? Vocês mulheres não adoram bolsas?

Helena gostava, mas não era obcecada por elas. Ela aceitou a bolsa e agradeceu baixinho. Bruno gostava de vê-la com essa cara satisfeita.

Ele olhou para o rosto lindo dela e, com seu pomo-de-Adão se movendo de leve, murmurou:

— Amanhã não tenho reuniões nem compromissos, vamos para o apartamento? O que você quer comer? Posso pedir para a secretária preparar com antecedência.

Helena levantou o rosto, olhando para Bruno. Vendo a sua expressão de ternura, ela ficou um pouco distraída.

— O que foi? — A voz dele estava um pouco rouca. — As palavras da esposa de Vitor te deixaram chateada hoje?

Helena balançou a cabeça suavemente. Ela olhou para Bruno e disse baixinho:

— Bruno, estou grávida!

Bruno ficou congelado no lugar.

Helena repetiu:

— Estou grávida! Deve ter cerca de cinco semanas, o parto deve ser em setembro do ano que vem.

Após cinco segundos de silêncio, Bruno a puxou para seus braços... Bem, com um braço só. Helena encostou o rosto em seu ombro, sentindo a temperatura do corpo dele através da camisa fina. Sua voz estava frágil:

— Bruno, a gente não devia...

O homem a interrompeu suavemente:

Depois do beijo, a ponta do nariz dela ficou vermelha, e nos olhos havia algo que só eles compreendiam: arrependimento, melancolia e um desconforto impossível de expressar em palavras.

Helena lentamente se afastou do abraço dele. Havia ainda lágrimas em seus olhos, e a voz saiu rouca:

— Vamos deixar assim, Bruno.

Bruno não a impediu. Ele permaneceu sob a luz brilhante, olhando para ela com ternura. Seu rosto sorria, mas nos olhos havia dor... O breve período no apartamento parecia um sonho, agora eles precisavam despertar dele.

Bruno ainda sorria levemente. "Helena, eu disse que te deixaria livre, que não te forçaria a mais nada."

Mas ele, sorrindo, acabou derramando lágrimas. O destino havia unido e separado os dois, nem mesmo a chegada de uma criança havia conseguido apagar essa leve tristeza. Eles teriam realmente chegado ao fim?

Helena voltou para o quarto, encostando as costas na porta, com os olhos úmidos.

Foi uma noite inteira de melancolia e coração partido para os dois.

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