Bruno olhou novamente para Helena. Ela estava prestes a se levantar, mas ele a segurou suavemente e falou:
— Fique aqui e descanse, pode deixar que eu vejo as crianças daqui a pouco. A gravidez exige descanso.
Helena queria falar algo, mas o homem se inclinou e a beijou com delicadeza por um momento.
— Eu vou descer para comer o macarrão. — Falou ele, saindo do quarto.
...
Quando ele chegou ao andar de baixo, o macarrão já havia empapado.
A empregada disse:
— Senhor, eu posso refazer uma porção.
— Não precisa. Pega o meu molho de carne, por favor. — Respondeu Bruno.
A empregada sorriu, comentando:
— Durante todos esses anos, o molho de carne feito pela Sra. Helena ainda é o seu favorito.
Bruno esboçou um sorriso. Ela trouxe o molho, e ele a liberou para descansar.
A noite era escura como tinta. Ele se sentou sozinho na sala de jantar, terminou de comer o macarrão empapado e acendeu um cigarro com uma mão, tragando devagar. Seu corpo estava com problemas sérios, e ele precisava pensar na esposa e nos filhos. Se o destino fosse generoso e lhe permitisse aguentar até o nascimento de Sofia, ele poderia, então, partir tranquilo.
O Grupo Glory com certeza seria entregue à Helena. Os três filhos, com o auxílio da família Lima, também cresceriam bem. Ele imaginava como seriam quando crescessem: tão bonitos quanto ele e Helena jovens.
O olhar de Bruno estava úmido. Quanto ele queria ver os filhos crescidos, e Helena com cabelos brancos.
Antes de receber a nova vida, havia tantas coisas a resolver... A primeira era o controle do Grupo Glory: ele decidiu transferir todas as suas ações para Helena. Dali em diante, Helena seria a controladora real da empresa. Quando os filhos crescessem, ela poderia redistribuir as ações como quisesse, embora Bruno tivesse preferência por Gonçalo, pensando que o menino deveria cuidar das irmãzinhas.
Havia, na verdade, ainda outra questão a resolver.
...
— A mamãe não disse nada!
O coração de Bruno amoleceu. Ele aninhou o filho e sussurrou:
— Então vamos dormir, Gonçalo. O papai vai ficar aqui com você.
O rosto do menino se encostou à camisa de Bruno. Havia um cheiro de pinho nele, era reconfortante e fazia ele se sentir mais seguro... Ele queria ficar mais tempo com o pai, mas o cansaço falou mais alto, e logo adormeceu profundamente.
Mesmo dormindo, o pequeno murmurou:
— Papai...
Bruno sentiu seu coração derreter ainda mais. Ele se inclinou e beijou o filho.
"Este é o meu Gonçalo, meu próprio sangue, o filho que eu criei até agora. Ele é o fruto do meu amor com Helena."
Naquela noite, Bruno permaneceu no escritório, planejando e refletindo. O cinzeiro da mesa estava cheio de pontas de cigarro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois que Fui Embora, o Canalha Ficou Louco
Já está uma semana no capítulo 530. Não vão finalizar o livro?...
A história é maravilhosa, mas e as atualizações? GoodNovel lembre-se do seu compromisso com os leitores....
Acho extremamente injusto só liberar duas páginas minúsculas por dia. As primeiras são maiores agora da 370 em diante são muito pequenas. Não é justo. A gente paga pra liberar as páginas para leitura e só recebe isso. Como o valor que eu já paguei pra liberar poderia comprar 2 livros na livraria...
O livro acabou ou não? Parei na página 363...
Acabou??...
Agora me diz porque fazer propaganda de um livro e não postar sequer uma atualização…...