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Depois que Fui Embora, o Canalha Ficou Louco romance Capítulo 342

Anoiteceu, um carro preto entrou lentamente na Mansão dos Lima.

Vitor e sua esposa já estavam à espera. Ao ver o filho são e salvo, ela deu um forte murro em seu ombro, reclamando:

— Você quase matou seu pai e eu de susto! Por pior que seja, não pode fazer coisas ilegais.

Bruno e Helena também desceram do carro. Bruno intercedeu com um sorriso:

— Eduardo só é apaixonado demais.

Vitor suspirou:

— Bruno, desta vez foi graças a você, senão não sei que besteira seu primo teria cometido.

Bruno ainda sorria:

— O tio está exagerando! Eduardo tem consciência do que faz.

Vitor mandou as empregadas prepararem um lanche da noite, mas Bruno ponderou que havia três crianças em casa e não estava tranquilo, então levou Helena embora primeiro.

Quando o carro partiu, a esposa de Vitor acariciou o rosto do filho, falando cheia de ternura:

— Vá com calma! É só uma festa de noivado, por que essa pressa? Coma alguma coisa e depois pense melhor.

Eduardo abaixou a cabeça e pegou um cigarro.

Vitor sabia que o filho estava triste. Como homem, entendia bem. Silenciosamente, acendeu o isqueiro para ele. Com um estalo suave, a chama iluminou a noite escura.

...

Dentro do carro, havia penumbra.

Helena virou o rosto para olhar Bruno. Seus traços já eram profundos e belos, sem um defeito sequer. Naquele instante, estavam ainda mais sérios e marcantes, como um quadro a nanquim. O reflexo de luz na ponta do nariz parecia acender todo o esplendor de sua face.

Os olhos negros do homem eram intensos ao perguntar:

— Por que está me olhando assim?

Enquanto falava, segurou a mão da mulher, mas achou pouco íntimo e tirou a luva preta de couro, apertando com a palma áspera a mão delicada dela, esfregando levemente.

Depois, Helena caiu no sono de cansaço. Bruno tomou um banho, vestiu um roupão preto, foi ver as crianças e então saiu à varanda para fumar. A noite estava linda demais, ele não tinha vontade de dormir.

Do segundo andar, via as flores e arbustos sob a luz dos postes, cobertos de orvalho. O ar estava fresco, a brisa trazia o perfume suave do nardo, que inebriava.

Com o cigarro entre os dedos, seus olhos escuros observavam tudo, com um ar de rei inspecionando seu território, havia orgulho e satisfação no semblante. Apenas alguns fios prateados nos cabelos denunciavam as dores e alegrias da caminhada até ali.

— Bruno! — Soou uma voz familiar atrás dele.

Era seu pai, Tomás. Bruno lhe ofereceu um cigarro, perguntando:

— Pai, por que ainda não foi dormir?

— Não consigo! — Tomás tragou, protegendo a chama do vento. — Briguei com sua mãe, estou de mau humor.

Bruno não perguntou mais, mas Tomás não se conteve e começou a desabafar:

— É que eu gostava de uma moça quando era jovem, e agora sua mãe descobriu. Está fazendo um escândalo! Ora essa, nessa idade e ainda com ciúme de menininha!

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