Eduardo virou o rosto na direção de Yasmin. Por dentro, estava como um adolescente, com o coração acelerado, cheio de expectativa e alegria contida. Ele não negou nada, tirou a carteira e sorriu:
— Então mais um combo quatro, e troque o refri por água.
A atendente digitou rapidamente, depois falou:
— Fica no total R$ 58,90.
Depois de pagar, em torno de cinco minutos depois, os lanches ficaram prontos. Eduardo voltou com a bandeja.
Yasmin estava sentada à janela. O pescoço alvo, meio coberto pelo cabelo preto, deixava sua beleza ainda mais suave vista de perfil.
O olhar do homem escureceu levemente. Ele se aproximou, se sentou e colocou as duas refeições sobre a mesa com todo cuidado.
— Um combo para cada. — Ele arrumou o combo infantil na frente de Jéssica e então olhou para Yasmin, a voz macia de um jeito raro para ele. — O cheiro está bom, coma um pouco.
Jéssica deu uma mordida e achou delicioso. Yasmin suavemente limpou a boquinha dela com um guardanapo, mas nem tocou na própria porção. Ela estava ali para satisfazer a filha, porque não queria deixá-la triste, e não para aceitar a bondade de Eduardo.
As ações da empresa dele, ela não quis. O lanche dele, também não queria.
A frieza dela, ele sabia ler perfeitamente. Sentiu o vazio por dentro, mas não demonstrou, apenas voltou a cuidar da filha. De vez em quando, seu olhar pousava na mulher à sua frente. Estando grávida, ela parecia ainda mais serena, suave.
A atmosfera entre os três era delicada, estranha, densa.
Quando Jéssica terminou quase tudo, limpou a boca com o guardanapo e, com a voz macia como sempre, pediu:
— Mamãe, eu quero ir ao banheiro.
Yasmin lhe deu a mão e a acompanhou ao banheiro feminino. Era dia de semana, o lugar estava silencioso. Jéssica entrou no sanitário infantil e se sentou no vaso pequeno, com o rostinho corado fazendo força. Yasmin ficou esperando do lado de fora.
De repente, ouviu-se o ruído discreto da porta se fechando. Um instante depois, Eduardo entrou.
Yasmin ficou parada, chocada.
"Ele enlouqueceu? Aqui é o banheiro feminino."
— Eu posso aceitar isso. Ela pode levar o nome Freitas para sempre, e nem precisa saber que eu sou o pai biológico. Yasmin, eu só quero a chance de cuidar de vocês.
Yasmin ergueu o rosto, com uma expressão de quem se contia com muita dificuldade, e disse:
— Mas eu... Quero que o Elder continue vivo.
Quando baixou a cabeça, seus olhos já estavam vermelhos.
A dor no coração de Eduardo naquele momento foi imensa, porque no coração dela já tinha Elder. Se o que ela sentia era amor ou gratidão, já não fazia mais diferença, Eduardo nunca poderia competir. Ele invejava Elder, mas não era capaz de mudar nada.
Por fim, ele riu em amargura:
— Então eu cuido de todos vocês.
Yasmin ia responder, mas a portinha se abriu. Jéssica saiu tapando o nariz e, ao ver Eduardo, sua carinha se enrugou toda, questionando:
— Papai, o que você está fazendo aqui dentro? Que vergonha!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois que Fui Embora, o Canalha Ficou Louco
Já está uma semana no capítulo 530. Não vão finalizar o livro?...
A história é maravilhosa, mas e as atualizações? GoodNovel lembre-se do seu compromisso com os leitores....
Acho extremamente injusto só liberar duas páginas minúsculas por dia. As primeiras são maiores agora da 370 em diante são muito pequenas. Não é justo. A gente paga pra liberar as páginas para leitura e só recebe isso. Como o valor que eu já paguei pra liberar poderia comprar 2 livros na livraria...
O livro acabou ou não? Parei na página 363...
Acabou??...
Agora me diz porque fazer propaganda de um livro e não postar sequer uma atualização…...