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Depois que Fui Embora, o Canalha Ficou Louco romance Capítulo 494

No fim do mês, com os ferimentos já melhores, Eduardo voltou ao trabalho.

Ele começou a insistir para que ele e Yasmin tivessem um encontro a sós, só os dois. Yasmin já tinha a resposta dentro do coração: ela queria ficar com ele. Entre adultos, não era preciso tanta cerimônia, um fim de semana sem horas extras era o momento perfeito.

Na sexta-feira, Yasmin recebeu uma ligação de Eduardo, um convite entre amantes.

Enquanto falava ao telefone, segurava um cartão-chave que havia sido o presente dele na visita anterior. A voz calorosa do homem atravessava o aparelho, e a mulher respondeu baixinho que iria. Depois disso, um longo silêncio se instalou entre os dois. Um silêncio intenso, contido, prestes a explodir.

O homem segurou a alegria imensa e disse em voz baixa:

— Então eu vou antes para preparar tudo. Quando estiver pronto, vou te buscar.

— Não, não. — Respondeu ela suavemente. — Eu vou sozinha.

...

Aquela noite seria, enfim, o encontro oficial dos dois.

Yasmin se arrumou com algum cuidado. Trocou o tailleur de trabalho por uma camisa de seda e uma saia envelope de flores. O corpo de uma mulher que já teve dois filhos era maduro e elegante, naturalmente sedutor. No rosto, passou uma maquiagem leve, e nas orelhas, havia apenas um par de brincos de pérola.

Ao entardecer, o carro parou em frente ao prédio. Ela desceu, colocou os saltos e subiu com um buquê de rosas-vermelhas nas mãos. Não usou a chave, escolheu tocar a campainha.

Em pouco tempo, Eduardo abriu a porta.

Ele se vestia todo de preto, com camisa e calça casuais. Alto, longilíneo, aos quarenta ainda chamava atenção com facilidade. Ele a olhou de cima, os olhos escuros profundos enquanto falava:

— Rosas? São os homens que dão flores às mulheres, não o contrário.

Ao entrar, Yasmin viu que estava cercada por rosas-negras por toda parte. No sofá, no chão, na mesa de jantar, e ainda mais no quarto... Até dentro da banheira, onde teriam uso depois do jantar.

Ela caminhou entre as flores, passando os dedos sobre as pétalas. Exagerado e extravagante, típico dele.

A mulher ergueu os olhos, dizendo:

— Pensei que você compraria rosas-vermelhas.

Ele deu um passo, segurou sua cintura e disse, com voz baixa e rouca:

— Essas rosas-negras sou eu. Espalhei elas aqui por toda parte, assim como eu, esperando que a Presidente Yasmin venha e nos trate do jeito que você quiser.

Ela se ergueu um pouco na ponta dos pés e, puxando a gola dele, sussurrou:

— As formas do Sr. Eduardo de se expressar estão cada vez mais criativas.

Ele se escorou na mesa, completamente entregue a ela, e falou:

— Oportunidades assim não aparecem sempre, Presidente Yasmin, aproveite bem.

Ela riu:

Quando terminaram, Eduardo estava deitado no sofá, abraçando-a, ambos suados e silenciosos por longos minutos. Por fim, ele beijou os lábios dela, dizendo com a voz extremamente rouca:

— A Presidente Yasmin continua com muita energia, hein...

Ela sorriu, ainda de olhos fechados:

— Essa frase é minha para você.

Ele riu baixo. Depois, sério, segurou o rosto dela e falou:

— Eu estou tão feliz, tão feliz por ainda termos este dia! Queria gritar isso para o mundo inteiro.

Do seu jeito exagerado de sempre. Yasmin escondeu o rosto no peito dele, murmurando:

— Eduardo, vamos só viver assim, sem casamento, sem certidão. Vivemos juntos com as crianças. Quando você sentir saudade, a gente se encontra aqui. Só nós dois.

Ele compreendeu, baixou a cabeça e perguntou a ela:

— Então quer dizer que eu sou só um amante seu? Quando a Presidente Yasmin quiser, eu sirvo, e quando não quiser, eu viro empregado da casa dos Freitas?

— Que empregado? Você pensa que ainda estamos no século passado? — O cabelo dela espalhado sobre o peito dele deixava-a ainda mais linda. Ela segurou o rosto dele e sussurrou. — Eu te satisfaço.

Essas poucas palavras incendiaram o homem, como se a juventude voltasse inteira ao corpo.

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