À noite, no apartamento, as cortinas brancas da varanda se moviam com o vento. Jéssica estava nos braços de Ian, cabeça baixa, encostada em seu ombro, parecendo delicada e frágil.
Ian perguntou suavemente:
— Ainda está com vergonha?
Ela não respondeu e apertou ainda mais o abraço, escondendo o rosto.
Ian sorriu baixinho, deixou de provocá-la e a colocou no sofá da sala. Ele se inclinou sobre ela, prendendo-a entre seu corpo e o encosto do sofá. Com a cabeça baixa, seus cabelos negros caíam sobre a testa, acrescentando um toque de maturidade e sensualidade. Ele a observava intensamente enquanto dizia com a voz rouca:
— Primeiro troque o vestido e tire a maquiagem. Vou lá na cozinha preparar um lanche. — Ele segurou seus braços finos. — Você está muito magra.
Jéssica mordeu o lábio, fazendo manha:
— Quero comer pastel... Pastel de palmito.
Ian riu levemente:
— Acho que não tem em casa, mas posso sair para comprar. Tem um mercadinho 24 horas lá embaixo... Quero um beijo.
Ela nunca havia beijado Ian por vontade própria e demorou um pouco para se mover. Ele esperou pacientemente.
Finalmente, Jéssica se aproximou e o beijou suavemente, perguntando com uma voz bem fofa:
— Assim está bom?
— Está perfeito. — Ian olhava com ternura para ela.
Ele apertou seu nariz e saiu, e, em seguida, ouviu o som da porta abrindo e fechando.
No quarto, Jéssica continuou no sofá, a luz iluminava seu rostinho. Ela pegou a almofada ao lado e o abraçou com força. Enquanto sorria com uma cara abobada, ela afagava os próprios lábios.
...
Ian desceu e acendeu um cigarro, fumando enquanto andava em direção ao mercadinho. Ele parecia um marido atencioso indo comprar ingredientes para o jantar.
Ele pegou um pacote de pastel de palmito congelado, algumas frutas importadas e uma caixa de leite que a Jéssica adorava.
Voltando ao apartamento, ele ouviu um som de água vindo do quarto, com certeza era Jéssica tomando banho. Naquele momento, ele sentiu uma satisfação indescritível, era quase como se fosse um casamento concretizado.
Embora fosse de uma família rica, ele lidava bem com tarefas domésticas. Fritou o pastel, cortou frutas e arrumou tudo em pratos bonitos. Sabendo que o estômago da menina era pequeno, ele deixou apenas metade do pastel para Jéssica e comeu o resto ele mesmo.
Nesse mundo a dois, era preciso dar valor. Ian estava dedicado a cuidar bem dessa menina.
Jéssica demorou a sair, e Ian não a apressou. Ele aproveitou para olhar alguns documentos até ouvir passos do quarto de hóspedes. Ela apareceu com um pijama bem fechado, abotoado até o último botão superior. Seus cabelos negros já estavam secos, exalando um cheiro bem perfumado. Ela se sentou delicadamente e comeu o pastel.
Este era o primeiro e doce noite deles após assumirem o namoro, impossível ficar trabalhando de forma entediante.
Jéssica recebeu um beijo tão profundo que ficou trêmula, só então o homem deixou seus lábios. Ele a segurou como quem abraçasse um filhote, deitando ela no colo e assistindo à televisão. Ele era alto, e ela parecia minúscula nos braços dele.
De vez em quando, ele ainda a beijava. Beijo, televisão, beijo novamente. Jéssica permanecia imóvel, com medo de provocar seu instinto mais selvagem.
"Será que ele... Não se sente desconfortável assim?"
O rosto dela estava vermelho, já que entendia um pouco dessas coisas entre homem e mulher. Ian percebeu seus pensamentos e, rindo baixinho, se aproximou de seu ouvido e sussurrou:
— Daqui a dois anos, viu?
— Sem-vergonha! — Respondeu ela, embaraçada.
Ele sorriu feliz, pressionando sua cabeça contra o peito. Depois de um bom tempo, ele sussurrou:
— Jéssica, esperei muito você crescer.
Jéssica já estava dormindo, mas ouviu suas palavras. Ela enterrou o rosto em seu peito, com expressão doce e despreocupada. Ian colocou a mão levemente sobre sua barriga, onde havia uma cicatriz. Aquela era uma ferida da sua infância.
O vento noturno levantou a cortina branca. Ian a segurou nos braços e seguiu para o quarto...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois que Fui Embora, o Canalha Ficou Louco
Já está uma semana no capítulo 530. Não vão finalizar o livro?...
A história é maravilhosa, mas e as atualizações? GoodNovel lembre-se do seu compromisso com os leitores....
Acho extremamente injusto só liberar duas páginas minúsculas por dia. As primeiras são maiores agora da 370 em diante são muito pequenas. Não é justo. A gente paga pra liberar as páginas para leitura e só recebe isso. Como o valor que eu já paguei pra liberar poderia comprar 2 livros na livraria...
O livro acabou ou não? Parei na página 363...
Acabou??...
Agora me diz porque fazer propaganda de um livro e não postar sequer uma atualização…...