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Depois que Fui Embora, o Canalha Ficou Louco romance Capítulo 60

No dia da cirurgia, Bruno ainda não tinha voltado.

Diogo ficou furioso. Para demonstrar a importância que davam à Helena, ele foi pessoalmente ao hospital, acompanhado de Vitor, Tomás e suas esposas.

Ao chegarem, era inevitável que precisassem ser recebidos adequadamente. Felizmente, dona Iara, que estava sempre ao lado da avó de Helena, sabia lidar com tudo e garantiu que a etiqueta fosse mantida perfeitamente.

Diogo, sempre atento ao equilíbrio da situação, disse:

— Foi o Bruno quem errou com você. Depois, ele vai ter que se desculpar como deve.

Mas Helena já não se importava mais.

Naquele momento, a única coisa que queria era estar ao lado de sua avó. Quanto ao homem que estava se divertindo por aí, que seguisse seu próprio destino.

Diogo respeitou sua vontade e saiu do quarto, deixando Helena e a avó a sós.

A luz amarela e quente iluminava os fios de prata da idosa, cada um brilhando como se fosse novo.

A avó se apoiava no travesseiro, segurando firme a mão da neta.

Ela não temia a morte, já tinha vivido quase uma vida inteira e não tinha medo do fim. O que lhe apertava o coração era deixar Helena sozinha. O que a assustava era que sua Helena pudesse ser ferida, que sua Helena acabasse sozinha no mundo.

Com os olhos cheios de lágrimas, a avó contou, em voz baixa, o sonho que teve na noite anterior:

— Sonhei que meu pai veio me buscar. Ele estava em uma carruagem branca com detalhes dourados, muito espaçosa e elegante. Meu pai ainda era jovem, não tinha um único fio de cabelo branco. Mas eu... Eu já estou cheia de cabelos brancos. Quando o vi, fiquei tão emocionada... Corri até ele, chamando ele de pai, querendo subir na carruagem. Mas ele não me viu. Ele passou por mim, e a carruagem seguiu adiante sem mim... — A voz da avó tremia. — Será que já faz tanto tempo que meu pai se esqueceu de mim? Mas... Eu ainda estou aqui neste mundo porque preciso ficar com a minha Helena...

Helena se encostou à avó, chorando sem conseguir parar.

— Vovó...

O rosto da idosa estava molhado de lágrimas.

Seus dedos trêmulos tocaram os cabelos da neta com carinho, afagando-os gentilmente.

— Não tenha medo, minha querida. A vovó vai ficar bem. Eu ainda preciso cuidar da minha Helena...

Quando finalmente encontrou a voz, perguntou com dificuldade:

— Foi o Bruno quem mandou buscá-lo, não foi?

O diretor não negou:

— O Sr. Bruno já organizou tudo aqui também.

Helena pegou o telefone e começou a discar o número de Bruno.

Desde aquele dia, ela não o procurou nenhuma vez. Mas agora, por sua avó, faria qualquer coisa. Não queria que a avó corresse nenhum risco, nem que fosse o menor. Se tivesse que se humilhar diante de Bruno, ela aceitaria.

A ligação foi atendida, Bruno atendeu pessoalmente.

A voz de Helena tremia ao falar:

— Bruno, estamos casados há quatro anos e eu nunca te pedi nada. Mas agora, eu estou te implorando, dê à minha avó uma chance de viver, não faça ela pagar pelo preço do seu amor. Ela já tem idade demais para suportar esse risco... Por favor, Bruno, eu te imploro. Você disse uma vez, que mesmo que não fôssemos amantes, ainda seríamos família. Eu te imploro... Deixe o Filipe voltar e fazer essa cirurgia. Depois, ele pode ir para Genebra. Por favor, Bruno, eu realmente te imploro. Só dessa vez, me ajude, por favor...

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