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Despedida de um amor silencioso romance Capítulo 2162

“Ele nem voltou ainda”, Carolina respondeu de forma despreocupada, fazendo um gesto com a mão, como se espantasse a ideia de qualquer perigo.

Ela tinha visitado a residência dos Lindberg uma vez e aprendido da pior forma como os sorrisos daquela família podiam ser traiçoeiros, calorosos à luz do dia, afiados como lâminas no escuro.

Depois que Sandro prometeu protegê-la, voltou para o lado de Cecília, como um guarda-costas silencioso contra quaisquer sombras que pudessem surgir.

Cecília suspirou. “Às vezes você é impossível.”

Carolina apenas sorriu, com um brilho travesso nos olhos.

Momentos depois, outra mensagem chegou.

Catarina tinha fotografado o jantar simples feito por Jonas. “A comida dele é melhor do que qualquer coisa que minha governanta já fez!”, ela digitou.

Cecília riu ao ver pratos tão comuns tratados com reverência.

“Olha só. O amor realmente faz a água ter gosto de vinho”, comentou.

Carolina se inclinou, pronta para concordar, quando o estômago dela se revoltou de repente. Ela levou a mão à boca, mas já era tarde.

Uma ânsia seca escapou de sua garganta antes que conseguisse conter.

Ela pressionou um punhado de lenços contra a boca, cambaleou até a lixeira e se curvou, engasgando, como se o corpo estivesse tentando expulsar todos os segredos que escondia.

Cecília bloqueou o celular, correu até ela e perguntou: “Você está bem? Está passando mal?”

Depois de um minuto, a náusea diminuiu, deixando Carolina pálida, mas firme o suficiente para se sentar e respirar.

“Não sei o que está acontecendo”, ela sussurrou, limpando os lábios. “Há dias me sinto assim, enjoada do nada.”

Será que ela…? Poderia ser? O pensamento surgiu na mente de Cecília, súbito e intenso.

Ela se inclinou, baixando a voz, como se as paredes do escritório pudessem ouvir: “Você não está grávida, está?”

A pergunta atingiu a mulher. Toda a cor sumiu de seu rosto.

“Hã?”

Cecília manteve o olhar firme, exibindo em cada gesto a executiva meticulosa que era. “Pensa bem. Você menstruou este mês?”

Carolina balançou a cabeça. “Não… Já está uma semana atrasada.”

Um lampejo de inquietação passou por seus olhos, com o pânico tomando o lugar da compostura habitual.

Ah, não. Será que é isso? Estou mesmo grávida? O olhar dela se perdeu no vazio, com seus lábios moldando a pergunta outra vez, num sussurro fraco demais para alcançar alguém além dos próprios pensamentos.

Cecília soltou um suspiro longo, irritado. “Como puderam ser tão descuidados?”

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