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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1006

Sempre que Diego saía em missão, ele se preparava mentalmente para a possibilidade de uma morte acidental. Após se conformar com essa ideia, o pânico em seu coração diminuía consideravelmente.

Neste momento crítico, enquanto ouvia silenciosamente a conversa, um clarão de lucidez atravessou sua mente.

— Jocelino, espere um pouco! — Aeliana agarrou bruscamente o braço dele. — Lembro-me de que, no caminho por onde entramos, parecia haver um canal de drenagem abandonado no lado leste.

Ela continuou, raciocinando rápido:

— Com base no mapa estrutural que vimos antes, acho que consigo deduzir a localização aproximada desse canal.

A região da fronteira esteve em guerra por anos. Esses canais subterrâneos foram reforçados especificamente para resistir a ataques aéreos. A estrutura principal é de concreto armado, muito mais segura do que as fundações da fábrica comum onde eles estavam agora.

Além disso, como haviam entrado rastejando por passagens secretas, Aeliana teve uma intuição: aqueles túneis subterrâneos certamente se conectavam ao canal de drenagem.

Aeliana falava rápido, mas cada palavra era clara e poderosa, seus olhos fixos em Jocelino com intensidade.

Jocelino virou-se imediatamente, seu olhar penetrante fixou-se nela. Sem perder tempo com palavras desnecessárias, foi direto ao ponto:

— Você tem certeza?

— Absoluta.

Aeliana sustentou o olhar inquisitivo dele, sem hesitar no tom:

— Estudei aquele mapa repetidas vezes antes de vir para cá. Ficar aqui é a opção mais perigosa agora. Só teremos chance de sobreviver se nos movermos. É a nossa única cartada. A entrada deve estar logo à frente, depois da curva. Vamos arriscar!

Aeliana olhou para o grupo. Embora seu coração estivesse inquieto, seu olhar permanecia extraordinariamente firme.

Ninguém ali era covarde. Após ouvirem Aeliana, ninguém se opôs; todos concordaram com a proposta.

— Certo.

Décio se equilibrou, ignorando a dor, e exclamou em voz baixa, chutando os entulhos ao lado.

A luz varreu o local, revelando várias portas anti-explosão que pareciam incrivelmente pesadas, aparentemente removidas de alguma instalação importante. Embora as bordas estivessem um pouco enferrujadas, a estrutura geral permanecia intacta. Estavam encostadas na parede como escudos gigantes abandonados.

Ao ver aquelas portas blindadas, os olhos de Diego brilharam.

— Isso é ótimo! Isso foi sorte pra caramba! Aquele homem misterioso deve ter removido isso de propósito para nos prejudicar! Ele jamais imaginaria que, por uma ironia do destino, nós as encontraríamos e as usaríamos.

Ele riu, triunfante:

— Hahahaha, eu adoraria ver a cara daquele sujeito se soubesse disso!

O homem misterioso os havia feito sofrer tanto que Diego guardava um rancor especial por ele.

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