Aeliana segurou suavemente a mão de Eduardo, com voz doce, porém firme:
— Vovô, o senhor precisa cuidar bem do corpo. Quando estiver recuperado, terá que estar cheio de energia para participar do nosso casamento.
Os olhos de Eduardo brilharam. Ele olhou para o neto preocupado, depois para o olhar sincero da futura neta, e finalmente cedeu:
— Tudo bem, tudo bem... Para deixar vocês jovens tranquilos, eu vou.
Enquanto falava, lançou um olhar fingido de braveza para Jocelino:
— Se não fosse pela Aeliana, eu não passaria por esse sofrimento!
Jocelino conteve o riso:
— Sim, sim, é tudo graças à Aeliana.
Benício retornou apressado:
— O carro está pronto, e o hospital já está avisado!
No carro a caminho do hospital, Eduardo recostou-se no banco e disse de repente a Jocelino, que estava no banco da frente:
— Embora seu moleque mereça apanhar pelo susto que me deu, trazer uma neta tão boa assim conta como compensação pelos seus erros.
Dizendo isso, olhou sorrindo para Aeliana:
— Aeliana, assim que eu tiver alta, vamos discutir o casamento. Tem que ser espetacular!
Aeliana sentiu as orelhas queimarem e respondeu suavemente:
— Vovô, sua missão agora é descansar e se tratar. Quando estiver recuperado, faremos tudo como o senhor quiser.
...
Após acomodar Eduardo no hospital e ver a equipe de especialistas iniciar os exames de forma organizada, Jocelino finalmente soltou um suspiro de alívio, relaxando um pouco os nervos tensos.
Aeliana assentiu e recomendou com cuidado:
— Então vá. Cuidado com os movimentos, e se o ferimento estiver ruim, me avise imediatamente.
Jocelino concordou, lançando-lhe um olhar firme que dizia "fique tranquila", e virou-se para caminhar até a sala de curativos no fim do corredor.
Na sala de curativos, a luz era fria e clara.
A enfermeira movia-se com delicadeza, cortando a faixa com cuidado usando uma tesoura.
Quando a última camada de gaze, colada pelo sangue seco, foi removida, um ferimento perfurante, com aspecto grave.
O machucado ficava na parte externa do antebraço de Jocelino. Sob a gaze, a carne estava vermelha, inchada e revirada. Embora tivesse pontos, era visível que uma nova laceração se sobrepusera a uma ferida antiga que ainda não cicatrizara totalmente, cercada por uma grande área de hematomas arroxeados.
Heloisa passava por ali naquele momento. Reconhecendo a silhueta familiar lá dentro, entrou e deparou-se com aquela cena.

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