As palavras de total confiança de Wallace derrubaram completamente as defesas de Aeliana.
Ela fungou com força, tentando desesperadamente conter as lágrimas que ameaçavam romper o dique, deu um passo à frente e segurou firmemente a mão de Wallace, com um olhar extraordinariamente determinado.
— Sim! Comigo aqui, o senhor ficará bem! Esperaremos o resultado juntos!
...
Quando Jocelino terminou de lidar com as formalidades do hospital e correu para a clínica, a noite já estava densa e impenetrável.
Ao empurrar a porta, um cheiro de desinfetante misturado com o amargor de algum remédio atingiu seu rosto.
A visão de Jocelino fixou-se no canto da sala.
Aeliana estava agachada diante da cadeira de rodas de Wallace. Sua silhueta esbelta parecia particularmente frágil sob a luz branca e fria, enquanto segurava firmemente a mão seca e magra do idoso.
Embora nem Aeliana nem Wallace estivessem falando, Jocelino sentiu agudamente que a atmosfera entre os dois estava um pouco estranha.
O coração de Jocelino afundou, e um mau pressentimento surgiu em seu peito. Parecia que a situação não tinha sido tão tranquila quanto Aeliana imaginara.
— Aeliana, o que aconteceu?
Jocelino caminhou rapidamente até eles, o som de seus sapatos de couro no chão ecoando claramente no silêncio.
Aeliana virou a cabeça ao ouvir o som. A vermelhidão e o inchaço em suas pálpebras, junto com o pânico indisfarçável, colidiram com a visão dele, fazendo sua respiração parar por um instante.
Mas, como Wallace ainda estava presente, Aeliana engoliu as palavras que estavam na ponta da língua e não disse muito.
Ela se virou e inclinou-se para falar suavemente com Wallace:
— Sr. Wallace, o Jocelino chegou.
— O senhor esperou pelos resultados o dia todo, deve estar cansado. Vou levá-lo para o quarto para descansar um pouco. Durma bem, e se houver alguma novidade, eu o procurarei.
Ao ouvir isso, Wallace levantou as pálpebras lentamente. Seu olhar circulou suavemente entre Aeliana e Jocelino, e ele pareceu entender algo.
Ele não demonstrou nenhum sinal de incômodo ou desagrado. Apenas assentiu com compreensão, até mesmo com um toque de humor, sem demonstrar nem um pingo da inquietação que se esperaria após beber aquele remédio.
O olhar de Jocelino varreu a mesa e parou no frasco de remédio vazio. Como se tivesse percebido algo, seu olhar e expressão tornaram-se graves.
Com base no que conhecia de Aeliana e Wallace, será que Wallace tinha bebido tudo de uma vez antes mesmo que o remédio fosse testado?
Isso explicaria a expressão que Aeliana tinha no rosto agora há pouco.
Os passos de Aeliana ecoaram no corredor vazio, um pouco mais rápidos do que o normal, mas ainda nítidos.
Jocelino foi ao encontro dela e, quando ela se aproximou, estendeu a mão naturalmente e segurou levemente seu braço.
Ao toque, sentiu a pele fria. Jocelino franziu a testa:
— O que está acontecendo, afinal?
Ele perguntou em voz baixa, com o olhar pousado serenamente no rosto dela:
— O Sr. Wallace bebeu aquele remédio?

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