Aquele homem... Nanto olhou mais de perto e respirou fundo.
Era Jocelino, do Grupo Barreto!
O protagonista masculino que o noticiário dizia ter "falecido"!
Embora ambos parecessem exaustos e cobertos de poeira da viagem, estavam definitivamente vivos!
Nanto ficou completamente atordoado, segurando o copo de café vazio, paralisado no lugar, com a mente virada numa bagunça.
— O que está acontecendo?
— Será que a reportagem no noticiário era falsa?
— Uma pegadinha? Ou... estou vendo fantasmas?
Ele observou Aeliana e Jocelino caminharem em direção ao portão principal, guiados por um colega, e só então voltou a si bruscamente.
— Não! Tenho que avisar o Sr. Laginha imediatamente!
Ele pegou o celular de forma quase desajeitada, nem se importando mais em pegar água, virou-se e correu de volta, quase esbarrando em um colega que vinha na direção oposta.
Ele sacou o celular e discou um número rapidamente.
O telefone tocou algumas vezes antes de ser atendido, e do outro lado veio a voz cansada de Santiago:
— Alô, Nanto, o que foi?
Nanto baixou a voz, o tom repleto de incredulidade:
— Sr. Laginha! Adivinha quem eu acabei de ver aqui na delegacia?
Santiago estava se preparando para sair do trabalho, arrumando suas coisas, e perguntou distraidamente:
— Quem?
— Aeliana! A Dra. Oliveira!
— É a sua médica milagrosa, a Dra. Oliveira, sua amiga de infância!
— Estou indo para aí agora! Fique de olho... Esquece, já estou chegando!
Dez minutos depois, no portão principal do Departamento de Polícia.
O carro de Santiago freou bruscamente à beira da estrada, os pneus cantando em atrito com o asfalto. Ele nem esperou o carro parar completamente antes de abrir a porta e pular para fora, varrendo o olhar ansiosamente em direção ao portão da delegacia.
O sol poente lançava seus últimos raios sobre o chão de cimento da entrada, tingindo tudo com uma camada de dourado quente. Exatamente naquela interseção de luz e sombra, uma figura familiar vestindo um sobretudo bege estava parada silenciosamente.
Embora a distância fosse considerável e a silhueta parecesse um pouco mais magra do que em suas memórias, Santiago a reconheceu à primeira vista.
Era Aeliana.
Naquele momento, ele sentiu como se seu coração tivesse sido atingido violentamente por algo. Os nervos tensos dos últimos dias relaxaram de repente, seguidos por uma onda avassaladora de êxtase e alívio.
Ele acelerou o passo quase involuntariamente, passando de uma caminhada rápida para um trote.
— Aeliana! — Ele gritou, a voz ligeiramente rouca devido à respiração acelerada.
Aeliana e Jocelino viraram a cabeça ao mesmo tempo ao ouvir o som. Ao ver Santiago quase correndo em sua direção, o rosto de Aeliana mostrou primeiro um traço de surpresa, mas logo aqueles olhos sempre calmos e gentis revelaram um sorriso genuíno, como ondulações na água da primavera, suaves, mas claramente visíveis.

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