Nesse momento, ele arregalou os olhos de repente e apontou para a porta:
— Aeliana! O que você está fazendo aqui? Diga a eles logo, diga que eu não fiz nada!
Todos os olhares se voltaram simultaneamente para a porta, mas não havia ninguém lá.
Esse gesto fez o clima no local congelar instantaneamente.
— Rápido, levem o Dr. Oliveira para a sala de descanso! — O diretor elevou a voz.
Os dois seguranças avançaram, um de cada lado, e seguraram suavemente os braços de Felipe.
O contato, porém, pareceu acionar algum gatilho em Felipe, que começou a se debater violentamente.
— Me soltem! Por que estão me segurando?
— Eu não estou doente! Eu ainda tenho que atender os pacientes!
a agitação dele se tornou a prova de seu surto aos olhos dos outros. Os outros dois médicos também correram para ajudar, e foram necessários quatro homens para controlar Felipe a muito custo.
— Aeliana! Com certeza foi coisa da Aeliana!
Felipe gritava enquanto se debatia, seu jaleco branco ficando completamente amarrotado no processo.
— Vocês foram enganados por ela!
O diretor acenou com expressão grave:
— Cuidado, não o machuquem.
Felipe foi levado, meio apoiado e meio arrastado, para longe da área dos consultórios. Seus gritos ecoavam pelo corredor, ficando gradualmente mais distantes.
— Eu não estou doente! Me soltem! Eu preciso encontrar meu irmão...
A porta do consultório era um cenário de caos.
A cadeira caída, materiais de escritório e prontuários espalhados pelo chão.
O ar ainda estava impregnado com o pânico deixado por Felipe. Alguns pacientes que aguardavam cochichavam, com a inquietação estampada em seus rostos.
A enfermeira colocou a mão no peito, respirando fundo algumas vezes para se acalmar, e sussurrou para Torres:
Ele apontou para os médicos que haviam ajudado.
— Fiquem de olho na sala de descanso do Dr. Oliveira. Garantam que ele descanse em "silêncio". Sem minha permissão, ninguém deve se aproximar. Entendido?
— Entendido, Dr. Siqueira.
O chefe da segurança compreendeu e imediatamente sinalizou para dois de seus subordinados acompanharem os médicos.
O Dr. Siqueira massageou a testa e disse à enfermeira-chefe, que ainda estava atônita ao lado:
— Limpe o local imediatamente. Registre todos os itens danificados. Acalme os pacientes e familiares que estavam presentes; se necessário, encaminhem para a Ouvidoria ao Cliente e registrem formalmente as reclamações.
— Sim, diretor.
A enfermeira-chefe concordou prontamente e levou algumas enfermeiras para começar a arrumar a bagunça no chão.
Por fim, o Dr. Siqueira olhou para Bruna e Torres, que estavam pálidos ao lado:
— Bruna, Torres, vocês foram testemunhas diretas do que aconteceu hoje.

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