Entrar Via

Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1134

— Aeliana.

A voz de Jocelino soou tensa:

— Você sabe o que está dizendo?

— Eu sei. — Aeliana ergueu o rosto, seus olhos úmidos fixos nos lábios dele tão próximos. — Eu sempre soube.

O leve aroma de vinho no corpo de Aeliana, misturado à sua doçura característica, pairava no ar. Ela olhava para os lábios dele, o olhar perdido carregando uma coragem desesperada.

De repente, ela ergueu a cabeça e seus lábios macios e inebriados tocaram os dele de forma inexperiente, mas precisa.

O beijo foi leve e breve, mas como uma corrente elétrica, atravessou todo o autocontrole de Jocelino. Seu corpo enrijeceu, sentindo claramente a maciez e o leve tremor dos lábios dela.

O toque se desfez rapidamente.

Aeliana ofegava levemente, com as bochechas coradas. Seus olhos, no entanto, encaravam-no com uma clareza incomum, e ela disse pausadamente, com seriedade:

— Jocelino... eu sei que é você.

— E também sei o que isso significa.

— Não estou bêbada, sei o que estou fazendo.

Aquela frase foi como um trovão, estilhaçando toda a contenção de Jocelino.

Ele baixou o olhar, mergulhando nos olhos de Aeliana, que, apesar de marejados, brilhavam com aquela coragem definitiva. Ali havia embriaguez, havia dependência, mas, acima de tudo, havia a confiança de quem estava disposta a entregar tudo a ele.

— Última chance, Aeliana. — A voz de Jocelino estava terrivelmente rouca. — Se você me empurrar agora, ainda há tempo.

Aeliana não respondeu. Apenas estendeu os braços ao redor do pescoço dele, dando a resposta com sua atitude.

— Eu te ensino. — O beijo de Jocelino desceu novamente, desta vez muito mais gentil, com um tom de orientação, envolvendo levemente os lábios dela e ensinando pacientemente o ritmo da respiração.

Aeliana correspondia de forma inexperiente, passando da passividade inicial para uma imersão gradual, seus braços agarrados sem força aos ombros dele, deixando escapar gemidos abafados e constrangedores.

Depois de um longo tempo, Jocelino a soltou, ofegante. Testa com testa, respirações entrelaçadas, o ar denso de uma paixão impossível de dissolver.

Jocelino olhou para os lábios inchados e o olhar perdido de Aeliana. Seu pomo de adão moveu-se e sua voz soou irreconhecível de tão rouca:

— Tem certeza... de que não vai se arrepender?

Aeliana não respondeu com palavras, mas com ações. Ela voltou a beijar o canto da boca dele por iniciativa própria e, seguindo a linha do maxilar, desceu beijando até o pomo de adão, desabotoando o primeiro botão da camisa dele com movimentos desajeitados, mas firmes.

— Aeliana. — Jocelino segurou a mão trêmula dela. — Devagar.

— Eu... eu quero ver você. — A voz de Aeliana era fina como um zumbido, mas carregada de uma determinação inquestionável.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Despertar Depois dos 1460 dias