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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1143

Santiago ficou levemente atônito. Não sabia dizer se deveria ficar comovido ou triste.

Ele olhou profundamente para ela, seu olhar passando por Jocelino, que exalava proteção ao lado dela, e acabou soltando um suspiro quase inaudível.

Santiago ergueu a taça em direção a Aeliana.

— Obrigado.

— E desejo a vocês... felicidades. Tenho convidados para atender, com licença.

Dito isso, ele assentiu educadamente e se virou para caminhar em direção a outro grupo de empresários.

Jocelino observou as costas de Santiago se afastando e apertou ainda mais o braço em volta de Aeliana, baixando a cabeça para resmungar em seu ouvido, num tom que só os dois poderiam ouvir.

— Amigo de infância? Conversa animada, hein?

Aeliana riu, erguendo a cabeça para lançar-lhe um olhar de reprovação:

— Jocelino, você não acha que está sendo infantil?

— Infantil?

Jocelino ergueu uma sobrancelha, cheio de razão.

— Isso é legítima defesa.

Ele pegou o prato da mão dela, num tom que não aceitava recusa:

— Vamos.. Vou te apresentar a algumas pessoas realmente interessantes.

Aeliana olhou para aquele autoritarismo dele, que raramente se revelava e carregava um quê de meninice, e sentiu o coração amolecer. Deixou-se conduzir por ele em direção ao centro do salão.

Mas antes de sair, não resistiu e olhou para trás, vislumbrando mais uma vez a figura de Santiago, sozinho junto à janela.

As socialites mudavam de cor instantaneamente e calavam a boca, envergonhadas. Quando olhavam novamente para Aeliana, seus olhares continham apenas cautela e temor.

Nesse momento, uma voz surpresa, ligeiramente envelhecida, mas cheia de vigor, ecoou no salão.

— Ora, ora! Não é a Aeliana?

Aeliana virou-se ao ouvir a voz e viu Paula, vestida em um vestido roxo-escuro bordado, caminhando em sua direção com um sorriso radiante, apoiada por Matheus Sousa. A senhora estava com o rosto corado e o olhar límpido, muito diferente da aparência acamada de outrora.

— Dona Paula, Sr. Sousa. — O rosto de Aeliana iluminou-se com um sorriso genuíno. Ela soltou o braço de Jocelino e deu dois passos à frente para recebê-los, segurando gentilmente o outro braço de Paula. — A senhora está com uma aparência ótima hoje.

— Ótima, ótima! Graças a você! — Paula deu tapinhas carinhosos na mão de Aeliana, com os olhos cheios de gratidão e afeto. — Se não fosse pelas suas mãos milagrosas, menina, onde é que essa velha estaria de pé aqui nesta festa!

Ao lado da Paula, Matheus olhou para Aeliana com uma atitude respeitosa, mas familiar:

— Sra. Oliveira, há quanto tempo. Minha mãe não para de falar da senhora, dizendo que quer convidá-la para ir lá em casa novamente para uma refeição simples.

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