— Desde o dia em que você começou a se envolver com a Jordana, eu a avisei! Eu mandei você se comportar! Mas você nunca me deu ouvidos! Eu cheguei a pensar que vocês eram grandes amigas, mas no fim das contas, são da mesma laia! Ficam por aí cometendo atrocidades pelas minhas costas! E agora que o escândalo veio a público, você ainda quer tentar me enganar? Acha que eu sou burro?
— Eu não fiz isso... Eu juro que não... — Adelina desabou no tapete, chorando desesperadamente, ciente de que qualquer justificativa agora seria inútil e vazia.
Rômulo a observava de cima para baixo, com o mesmo olhar que dedicaria a uma pilha de lixo repugnante. Ele respirou fundo, tirou um documento do paletó e o jogou na frente dela.
— Assine isso. Amanhã de manhã, meu advogado virá procurá-la. A partir de hoje, se você vive ou morre, não é mais problema meu, nem da minha família! Não temos mais absolutamente nada a ver com você!
Adelina abaixou a cabeça, fitando o *Acordo de Divórcio* jogado no chão.
Não!
Ela não podia se divorciar!
Agora que seu passado havia sido exposto e sua reputação estava completamente arruinada, para onde ela iria se fosse descartada?
Pensando no fim trágico que a aguardava caso se separasse, Adelina saltou como se tivesse sido queimada e agarrou-se desesperadamente à perna de Rômulo.
— Não! Eu não vou assinar! Rômulo, eu errei! Eu reconheço o meu erro! Por favor, não vamos nos divorciar, está bem? — Adelina ergueu o rosto, com a maquiagem impecável agora borrada pelas lágrimas, implorando de forma patética. — Foi apenas um momento de fraqueza... Foi a Jordana! Ela vivia me arrastando, me tentando... Eu... Eu me sentia tão solitária. Você estava sempre ocupado com o trabalho, e acabei perdendo o juízo...
Enquanto falava, Adelina balançava a cabeça freneticamente, como se o gesto pudesse apagar o passado.



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