Houve um momento de silêncio do outro lado da linha, seguido por um suspiro quase inaudível de Santiago.
— Bom trabalho, Sr. Porto. A cadeia de evidências está sólida?
— As provas são irrefutáveis. — O Sr. Porto soou afirmativo. — Os depoimentos de Adelina e dos demais, os extratos bancários, parte das gravações de áudio e vídeo, além dos testemunhos de outras vítimas que verificamos posteriormente. O que ela fez durante todos esses anos é o suficiente para mantê-la presa pelo resto da vida. Desta vez, foi tudo graças às pistas cruciais que você forneceu no início e ao apoio de cima. Se você não tivesse se envolvido, o grupo de Jordana não teria sido capturado tão rápido.
— O mérito por resolver o caso tão rapidamente deve ser todo de vocês. Eu apenas mexi alguns pauzinhos.
Santiago não quis levar o crédito.
Na verdade, ele sabia que esse assunto envolvia Aeliana, e também havia se esforçado secretamente para acabar com a corja da Jordana.
— Já que ela foi capturada, o resto fica nas mãos da Justiça.
O Sr. Porto ainda sentia um certo pesar ao se lembrar da saída de Santiago da polícia. Antes de desligar, hesitou, mas acabou perguntando:
— Falando sério, você não pensou mesmo em voltar para a corporação? Sem você aqui, os casos ficaram muito mais entediantes.
Santiago permaneceu em silêncio por um longo tempo, até responder:
— Não, estou indo muito bem na empresa agora. Quando eu ganhar muito dinheiro, farei doações para a delegacia e recompensarei vocês, que estão na linha de frente. Não seria ótimo?
— Vai à merda.
O Sr. Porto trocou mais algumas provocações com Santiago e desligou.
Após encerrar a chamada, ele ponderou por um momento e discou para outro número criptografado.
Desta vez, o telefone tocou apenas uma vez antes de ser atendido, revelando a voz grave e concisa de Jocelino:


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