— Eu acho que todas essas opções que a senhora escolheu parecem ótimas. — Ela fez uma pausa, erguendo o olhar para Heloisa com um tom sincero. — Eu confio no seu bom gosto e na sua visão. O que a senhora achar bom e escolher, com certeza será impecável. Por mim... qualquer uma serve, eu sigo a sua decisão.
Aquelas palavras não eram apenas polidez. Em comparação a si mesma, que só sabia tratar de pacientes, a estética de Heloisa — que havia crescido na alta sociedade e sido a matriarca de uma família rica por tantos anos — era indiscutivelmente superior.
Ao ouvir isso, o coração de Heloisa se encheu de doçura. O sorriso em seu rosto se aprofundou e ela deu leves e afetuosos tapinhas nas costas da mão de Aeliana.
— Você é uma menina muito doce, sabe exatamente o que dizer para me deixar feliz. — Disse Heloisa. — Está bem, já que você confia em mim, vou dar mais uma olhada, fazer mais comparações e, com certeza, escolherei o vestido mais adequado e deslumbrante para vocês!
Após dizer isso, o entusiasmo de Heloisa aumentou ainda mais. Ela se virou para continuar a discussão com Jocelino, mas sem se esquecer de incluir Aeliana na conversa. De tempos em tempos, perguntava se Aeliana ficaria bem em um vestido de noiva daquele estilo ou se ela acharia determinado tom muito simples.
Era evidente que ela havia tomado o "qualquer uma serve" de Aeliana como uma diretriz suprema, determinada a alcançar a perfeição com base nisso.
Jocelino respondia de forma cooperativa, e os dois trocavam ideias, profundamente imersos na discussão.
Aeliana permanecia sentada ao lado, ouvindo silenciosamente enquanto eles planejavam minuciosamente o seu iminente casamento, observando a alegria genuína que transbordava do olhar de Heloisa.
Ela estendeu a mão discretamente, tocando com as pontas dos dedos as costas da mão de Jocelino, que repousava sobre o joelho dele. Jocelino imediatamente virou a mão para segurar a dela, fazendo um leve carinho na palma de sua mão com os dedos, em um gesto de conforto e cumplicidade.
Justo quando discutiam animadamente sobre o casamento, um imprevisto ocorreu.
O celular de Aeliana, guardado dentro da bolsa, começou a vibrar repentinamente.
— Nossos informantes na Vila das Nuvens Cinzentas têm novas notícias. — Wallace foi direto ao ponto. — Eles recentemente encontraram sinais das atividades daquele "homem misterioso" e de Amália Oliveira na Vila das Nuvens Cinzentas. Embora tenham sido apenas avistamentos rápidos e não tenhamos o paradeiro exato deles, podemos praticamente confirmar que estão rondando por lá ultimamente. Além disso, as pistas ocultas que eu investiguei estão apontando para uma direção cada vez mais clara. Muitas delas exigem um retorno à Vila das Nuvens Cinzentas para serem aprofundadas e consolidadas.
O coração de Aeliana afundou levemente.
O homem misterioso e Amália. Esses dois nomes eram como uma sombra densa, sempre pairando sobre sua mente. Especialmente Amália, que parecia ter evaporado da face da terra desde a ruína da família Oliveira. O fato de ela ter deixado rastros novamente não era, de forma alguma, um bom sinal.
— O que você pretende fazer? — Perguntou Aeliana.
— Eu vou voltar para casa primeiro. — A voz de Wallace era firme e ponderada. — Preciso consolidar os recursos que Flávia deixou na época, além dos contatos que acumulei ao longo desses anos. Conheço a situação na Vila das Nuvens Cinzentas muito melhor do que você, e há algumas conexões que precisam ser retomadas pessoalmente por mim. Por isso, pretendo voltar antes com o Décio. Quando tudo estiver mais organizado, você e o Jocelino vão para lá, e nós nos encontraremos na Vila das Nuvens Cinzentas. Será muito mais eficiente assim.

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