A identidade de Jocelino tinha sido exposta, e Leonardo já sabia...
Aquele era, sem dúvida, o pior cenário possível.
Era natural que Wallace estivesse preocupado e pedisse que ela fugisse.
Mas... ela realmente podia ir embora assim?
Aeliana fechou os olhos, enquanto inúmeros pensamentos passavam rapidamente por sua mente.
Se fugisse agora, talvez ficasse segura por algum tempo, mas e Jocelino?
Ele estava preso na delegacia, com a identidade exposta. Leonardo jamais lhe daria a menor chance de respirar.
Se ela partisse, ele ficaria completamente sozinho para enfrentar o cerco de Leonardo.
Isso era impossível.
Lembrando-se do plano que tinha elaborado antes, Aeliana respirou fundo.
Talvez aquela fosse a única forma de conseguir uma chance de sobrevivência para Jocelino naquele momento.
Como já havia tomado sua decisão, ela não queria mais perder tempo. Precisava agir com firmeza.
Aeliana ergueu os olhos para Evelise, com uma determinação incomum no olhar.
— Evelise, diga ao Wallace que eu ainda não posso recuar.
— Por quê?
— Aeliana! Agora é a melhor oportunidade. Se a gente não sair agora, talvez depois nem consiga mais!
— O Wallace disse...
Evelise estava extremamente ansiosa. Tinha acabado de ouvir Sofia dizer que já havia informado ao Sr. Marques a identidade de Amália, e que ele já estava a caminho de volta.
Quando o Sr. Marques chegasse ao hospital, será que elas ainda conseguiriam escapar?
— Deixe-me terminar.
Aeliana a interrompeu, com o raciocínio firme.
— Eu tenho um plano. Talvez consiga tirar o Jocelino de lá.
Evelise ficou surpresa.
— A senhora quer dizer...?
— Faça o que eu disse, rápido! Nós não temos muito tempo.
Vendo que Aeliana já estava decidida, Evelise não teve escolha senão obedecer.
Ninguém percebeu quando Evelise saiu discretamente do hospital, sem voltar mais.
Aeliana observou a partida dela, recostando-se nos azulejos frios da parede, com o coração batendo descompassado no peito.
Ficar ali significava se colocar em uma situação ainda mais perigosa...
Mas, para salvar Jocelino, ela não tinha outra opção.
Aeliana abriu a torneira e jogou água fria no rosto. A sensação revigorante na pele ajudou a acalmar um pouco os pensamentos caóticos e os batimentos acelerados pela tensão.
Ela recompôs a expressão, preparando-se para sair do banheiro.
No entanto, justo quando estendeu a mão para girar a maçaneta, seu olhar caiu por acaso no canto do banheiro.
Ali havia um carrinho de limpeza, do qual pendiam alguns uniformes azul-claros e já um pouco gastos de auxiliar de limpeza, além de toucas, máscaras e outros itens.
Uma ideia surgiu na mesma hora, iluminando seus olhos.
Sem hesitar, ela caminhou em silêncio até lá e pegou rapidamente um conjunto de uniforme de faxina um pouco maior do que o seu tamanho.

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