Frederico desviou o olhar com naturalidade, sem alterar em nada o sorriso em seu rosto. Ele continuava gentil e educado, como se a rápida troca de olhares e a dúvida anterior nunca tivessem acontecido.
Ele apertou de leve a mão de Aline, pressionando a palma dela de forma reconfortante com a ponta dos dedos, indicando que havia entendido.
A comunicação silenciosa do casal não chamou a atenção dos outros, que apenas pensaram que, por estarem no início do namoro, estavam sendo afetuosos.
— Olá, olá, não faça cerimônia, entre e sente-se.
Heloisa foi a primeira a reagir, abrindo um sorriso acolhedor e se apressando em recebê-los. Enquanto falava, ela avaliava Frederico discretamente, prestando atenção em cada detalhe.
Hmm, era alto, tinha um físico proporcional e uma aparência agradável. Os óculos lhe davam um ar intelectual, mas seu olhar era firme e seus modos eram centrados. Não se parecia com aqueles playboys superficiais.
Heloisa assentiu internamente.
Ela tinha ouvido de Aline que Frederico tinha um doutorado no exterior e vinha de uma família de tradição médica. Seus pais eram médicos e, embora não fossem tão poderosos quanto a família Barreto, tinham uma reputação limpa e uma ótima educação.
Ele próprio trabalhava atualmente na administração do hospital do Grupo Salazar. Era jovem, talentoso e tinha um futuro promissor.
Além disso, ao vê-lo ao lado de Aline — ela, cheia de vida e encantadora; ele, calmo e gentil —, a diferença de altura era perfeita. Pareciam formar um belo casal.
Aline tinha uma personalidade agitada e, às vezes, um pouco impulsiva. Encontrar alguém mais maduro e sensato seria o complemento perfeito e ajudaria a equilibrá-la. E, pela maneira como Frederico olhava para Aline, com tanta ternura e cuidado, ele parecia ser muito atencioso.
Uma boa família, sucesso profissional e carinhoso com Aline...
Quanto mais Heloisa pensava, mais satisfeita ficava. Seu sorriso se tornou ainda mais sincero e caloroso.
Ela amava Aline como se fosse sua própria filha, e naturalmente desejava que ela encontrasse um porto seguro.
Esse Frederico, pelo que tudo indicava, não tinha grandes falhas. Era mais do que digno de estar com Aline.
— Vovô, senhora, com licença.
Frederico sorriu mais uma vez e fez uma leve reverência para Eduardo.
Eduardo também assentiu, retribuindo o cumprimento.
Aline puxou Frederico para sentar-se na poltrona ao lado de Aeliana, enquanto ela mesma se acomodou intimamente no braço do sofá, encostada nele. Com muita empolgação, começou a apresentá-lo a Aeliana, sem conseguir esconder a doçura e o orgulho em seu rosto.
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