— Sim, é verdade. Estou com ciúmes.
— Eu simplesmente não quero ver você sentada com o Marcelo.
O coração de Aeliana bateu mais rápido. Não sabia se era o amor falando mais alto, mas achou o jeito ciumento e mesquinho de Jocelino... um pouco fofo?
Vendo-o assim, Aeliana não resistiu a provocá-lo mais um pouco.
— Então, da próxima vez que eu for tratar de negócios com alguém, preciso te enviar um relatório antes?
O olhar de Jocelino escureceu. Ele se inclinou de repente e sussurrou no ouvido dela.
— Se você não achar incômodo, eu ficaria muito feliz com isso.
O hálito quente roçou sua orelha, e Aeliana sentiu o rosto esquentar, calando-se na hora.
Enquanto conversavam, a chuva diminuiu, mas o frio no ar não cedeu.
Marcelo estava na porta da cafeteria, observando Jocelino abraçar os ombros de Aeliana enquanto caminhavam para o Maybach preto.
A figura do homem era alta e imponente, exalando poder e calma em cada gesto.
Marcelo sentiu o peito apertado e, como que possuído, correu atrás deles.
— Sr. Barreto.
Sua voz soou abrupta no meio da chuva.
Jocelino parou. Virou-se devagar, com os olhos negros como tinta, profundos.
Aeliana também se virou, franzindo a testa levemente.
Marcelo respirou fundo, reprimindo a amargura no coração, e encarou Jocelino.
— Posso comversar com você a sós?
O ar congelou instantaneamente.
O olhar de Jocelino ficou sombrio. Ele não falou, mas os dedos em volta do ombro de Aeliana apertaram um pouco.
Aeliana percebeu o desagrado dele e deu tapinhas leves em sua mão.
— Vou te esperar no carro.
Jocelino olhou para baixo, para ela. Após um instante, soltou um "hum" baixo.
Aeliana acenou com a cabeça para Marcelo e caminhou para o Maybach.
...
Sob a garoa, os dois homens ficaram frente a frente.
Marcelo falou primeiro.
— Sr. Barreto, a Aeliana... ela passou por muita coisa.


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