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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 340

— Sim, é verdade. Estou com ciúmes.

— Eu simplesmente não quero ver você sentada com o Marcelo.

O coração de Aeliana bateu mais rápido. Não sabia se era o amor falando mais alto, mas achou o jeito ciumento e mesquinho de Jocelino... um pouco fofo?

Vendo-o assim, Aeliana não resistiu a provocá-lo mais um pouco.

— Então, da próxima vez que eu for tratar de negócios com alguém, preciso te enviar um relatório antes?

O olhar de Jocelino escureceu. Ele se inclinou de repente e sussurrou no ouvido dela.

— Se você não achar incômodo, eu ficaria muito feliz com isso.

O hálito quente roçou sua orelha, e Aeliana sentiu o rosto esquentar, calando-se na hora.

Enquanto conversavam, a chuva diminuiu, mas o frio no ar não cedeu.

Marcelo estava na porta da cafeteria, observando Jocelino abraçar os ombros de Aeliana enquanto caminhavam para o Maybach preto.

A figura do homem era alta e imponente, exalando poder e calma em cada gesto.

Marcelo sentiu o peito apertado e, como que possuído, correu atrás deles.

— Sr. Barreto.

Sua voz soou abrupta no meio da chuva.

Jocelino parou. Virou-se devagar, com os olhos negros como tinta, profundos.

Aeliana também se virou, franzindo a testa levemente.

Marcelo respirou fundo, reprimindo a amargura no coração, e encarou Jocelino.

— Posso comversar com você a sós?

O ar congelou instantaneamente.

O olhar de Jocelino ficou sombrio. Ele não falou, mas os dedos em volta do ombro de Aeliana apertaram um pouco.

Aeliana percebeu o desagrado dele e deu tapinhas leves em sua mão.

— Vou te esperar no carro.

Jocelino olhou para baixo, para ela. Após um instante, soltou um "hum" baixo.

Aeliana acenou com a cabeça para Marcelo e caminhou para o Maybach.

...

Sob a garoa, os dois homens ficaram frente a frente.

Marcelo falou primeiro.

— Sr. Barreto, a Aeliana... ela passou por muita coisa.

Ele era um covarde, inconstante, um inútil que não enxergava a verdade.

Jocelino achou que não havia mais nada a dizer. Continuar falando com ele só traria tédio e nojo.

Assim, Jocelino cortou friamente o discurso que viria a seguir.

Seu olhar era cortante como uma lâmina, encarando Marcelo enquanto dizia pausadamente.

— Não tenho tempo para ouvir esse seu discurso hipócrita, azedo e sem valor. Só vou te dar um último aviso!

— Fique longe da Aeliana!

Marcelo perdeu o ar, como se uma lâmina invisível tivesse atravessado seu coração.

Sim, que direito ele tinha?

Um inútil que não conseguia nem proteger a irmã, por que estava ali fazendo cena?

Ele recuou meio passo, derrotado, com a voz rouca.

— ... Entendi.

Jocelino não disse mais nada, virou-se e caminhou em direção ao Maybach.

Sua figura parecia fria e distante.

……

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