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Desta Vez, Sou Eu Que Te Abandono romance Capítulo 33

— Já estou com o Sérgio, e ainda estou grávida do filho dele.

Assim que Zélia chegou, Wilma disse essas palavras.

Ela observou Zélia atentamente e, ao ver a expressão dolorosa em seu rosto, sentiu-se extremamente satisfeita.

Naquela época, Zélia tirara dela o título de garota mais bonita da escola e, na Universidade A, sua popularidade sempre superava a de Wilma em todos os aspectos.

Wilma guardava ressentimento.

Quando soube que Zélia gostava de Sérgio, ela fez questão de seduzir Sérgio, e ele, iludido pela sua falsa gentileza, acabou se apaixonando por ela.

Ela fingiu ignorar os sentimentos de Sérgio, mantendo uma relação ambígua, e isso só aumentou a obsessão dele por ela.

Ver Zélia sofrendo lhe dava uma alegria imensa; finalmente, tinha algo em que podia superar Zélia, e por completo.

Mesmo que, no final, Zélia se casasse com Sérgio, não importaria. Ela sabia que Zélia não seria feliz, muito pelo contrário; no final, terminaria divorciada, machucada e sozinha.

O importante era vê-la sofrer, e isso a deixava satisfeita.

Naquele momento, Zélia realmente sentia muita dor, mas não era pelo fato de Sérgio e Wilma estarem juntos, nem porque Wilma estava esperando um filho de Sérgio. O que a fazia sofrer era lembrar da criança que fora morta por Sérgio com as próprias mãos.

O rosto de Zélia estava pálido, suas mãos cerradas e o corpo tremendo, mas rapidamente ela conseguiu se recompor.

Wilma, sem dúvida, estava ali para provocar. Embora já não se importasse tanto, Zélia não permitiria mais que Wilma continuasse a humilhá-la.

— Parabéns, você e Sérgio realmente combinam. Afinal, canalha com mulher vulgar, combinação perfeita.

— Sua ordinária, como ousa falar assim comigo!

O rosto de Wilma se contorceu de raiva e ela pegou o café fervente que o garçom acabara de servir, tentando jogá-lo no rosto de Zélia.

No entanto, Zélia desviou facilmente com um movimento rápido. No instante seguinte, pegou seu próprio café e, sem hesitar, lançou o líquido quente no rosto de Wilma.

Wilma não conseguiu se esquivar, e o café quente atingiu seu rosto, fazendo-a gritar de dor e atraindo a atenção de todos ao redor.

Gilberto morava no apartamento em frente ao dela, mas Zélia não sabia por que ele ainda não havia entrado em casa.

Por curiosidade, Zélia perguntou:

— Gilberto, por que não entrou em casa?

Gilberto, ao ver o rosto dela corado após o exercício, sentiu a garganta apertar.

— Acabei digitando a senha errada várias vezes e a porta travou. Agora estou esperando o pessoal do condomínio.

— Entendi. Então não vou incomodar o senhor, Sr. Nunes. Se precisar de alguma coisa, pode contar comigo.

— Está bem.

No entanto, assim que Zélia entrou em seu apartamento, Gilberto abriu a "porta travada" e, empurrando a cadeira de rodas, entrou em casa.

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