Minha mãe chorava em seu peito. — Não diga isso, Gav. Me desculpe. Eu te traí.
Ele forçou o rosto dela a encarar o dele. — Olhe para mim, Ain. Nunca diga isso. A culpa não é sua. Tudo o que aconteceu nos últimos dezessete anos foi por causa de mim e das minhas decisões. E percebi isso há muito tempo. Nunca te culpei, nem uma vez.
— Gav, como pode dizer isso? — Ela fechou os olhos. — Eu não consigo imaginar...
Meu pai olhou para ela e deu um sorriso suave. — Não consegue imaginar o quê?
— Por que você me perdoaria depois de tudo? Eu te tratei tão mal. Eu tive que...
Meu pai cobriu a boca dela com a mão. — Você fez o que era necessário para manter nossa filha segura. Assim como eu fiz o que precisava para manter você segura.
— Gavin. Você não pode estar falando sério. — Meu coração se partiu com as palavras dela. Como ela não percebia o quanto ele a amava?
Ele se inclinou e beijou seus lábios suavemente. — Eu te amo, Ainsley. Nunca parei de te amar. Nunca te culpei por nada antes, e quando Amy me contou a verdade, senti como se estivesse morrendo. Nunca, jamais, te culpei. — Ele a envolveu com os braços. — Me desculpe, amor. — Ela o abraçou forte pelas costas, como se tivesse medo de que tudo fosse um sonho.
— Como você chegou aqui tão rápido? — Ele olhou para mim, ainda sentada no chão.
— Quando você ligou por causa de Carl, eu senti uma vontade forte de vir. Quando Carl chegou, ele teve uma visão de que eu era necessária aqui. Então peguei um avião de volta e reservei um quarto no hotel mais próximo.
— A alcateia?
— Ronnie e Tina estão cuidando de tudo.
Só assenti com a cabeça. — Você vai ficar quanto tempo? — Me levantei e levei a chaleira de volta para cozinha improvisada. Fiquei ocupada pela cabana, tentando não atrapalhar a reconciliação deles. — Papai?
— O quê? Hã? — Meu pai desviou o olhar do rosto da minha mãe e olhou para mim.
— Você vai ficar quanto tempo?
— Só hoje. Carl disse que depois desse encontro tenho que ir embora, senão coisas ruins vão acontecer.
— Não. — Minha mãe se agarrou mais forte nele. — Você não pode me deixar de novo. Acabei de te reencontrar.
— Não vou. Nunca te deixaria. — Ele a abraçou forte. — Mas eu não posso ficar. Isso causaria uma guerra. E você precisa se divorciar. — Minha mãe abaixou a cabeça, envergonhada, mas meu pai apenas a ergueu e a beijou. — Você nunca precisa ter vergonha de nada entre nós.


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