— Como ousa vir aqui com sua cria demoníaca? Olhe o que fizeram com meu filho. Apenas olhe para ele. — A mulher ficou de pé sobre o corpo do filho e gritou para a deusa acompanhada por lobos.
A Deusa de Três Faces se aproximou da mulher e abriu os braços. A mulher se lançou neles e começou a soluçar. — Por favor, salve-o, mãe. Dediquei minha vida a você e nunca lhe roguei por uma dádiva. Este é meu pedido. Salve-o. Por favor. — Ela se afastou e olhou para a deusa, mas seu rosto estava sombrio.
— Sinto muito, minha filha. Eu não posso. — A Deusa de Três Faces segurou a mulher em seus braços enquanto ela desabava. Suas pernas cederam e ela caiu de joelhos.
— Eu farei qualquer coisa, darei qualquer coisa, apenas salve meu filho. — Ela uivou enquanto a deusa a abraçava.
A deusa com os lobos se aproximou do jovem, um garoto, na verdade, e se agachou sobre ele. Os lobos se aproximaram cada vez mais até que também estavam agachados ao lado do garoto.
— Afaste-se dele. Veja o que seus filhos fizeram. Embora nunca tenhamos te adorado, eu também nunca te rejeitei. Prestei ritos nos seus dias. — A mulher chorava no vestido da deusa. — Por que eles tinham que levá-lo? Ele era um bom garoto. Nunca caçou você ou os seus.
A segunda deusa levantou o rosto e a luz da lua revelou seu rosto. Eu arfei ao reconhecê-la. — Eu sei, e eles estão arrependidos. O alfa deles foi caçado, e assumiram erroneamente que foi seu filho. Vieram se desculpar. — A mulher chorou ainda mais.
Ela se virou para sua deusa, cujo rosto mutável era difícil de encarar. Sempre que eu achava que podia vê-lo claramente, ele mudava. — Por favor, mãe. Eu daria minha vida se você salvasse ele. Ele ainda respira. Não te peço que quebre as leis da natureza, mas ele ainda respira. — Ela implorou de joelhos. — Daria qualquer coisa. Minha vida. Aceitaria minha vida como pagamento? Te segui e amei toda a minha vida. Seria uma decisão fácil se você apenas o salvasse. — A mulher implorou, com sangue ainda manchado no rosto, mas sua deusa nunca vacilou.
— Eu não posso. Não está em meu poder trazê-lo de volta do véu da morte.
— Não. — Ela gritou.
— Mas está no meu. — A segunda deusa disse.
— O quê? — A mulher congelou aos pés da deusa. Virou-se para a segunda. — Deusa da Lua, mãe dos lobos e da morte, não prometa o que não pode cumprir. — Ela desabou no chão.
— O que você estaria disposta a dar para que eu salve seu filho? — A deusa perguntou, se agachando sobre o menino. — Você daria sua vida para mim em troca da dele?
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