Os outros já estavam sentados quando eu me aproximei. Toya me encarava abertamente com um sorriso de canto.
— Se divertiu um pouco na fila, Amy?
Eu dei uma risada curta, mas ainda estava furiosa.
— Parece que tem uma podridão nessa droga de escola. — Me joguei na cadeira enquanto os outros apenas me olhavam.
— Não importa para onde eu vire, alguém está intimidando outra pessoa. Quando foi que isso virou nosso padrão? Não somos humanos, porra! — Eu tentei me acalmar, mas, de certa forma, isso era perfeito. Mostrava que eu não estava bem. Deixei as lágrimas encherem meus olhos e balancei a cabeça.
— Me desculpem. — Passei as mãos no rosto com frustração.
— Está tudo bem. — Toya seguiu minha deixa e passou o braço ao redor dos meus ombros. Eu ouvi um fungar e senti uma lágrima cair no meu ombro.
— Olha só o quão patéticas vocês duas estão. — Instantaneamente, Nix veio à tona. O pelo se arrepiou ao longo dos nossos braços. Preto contra o castanho-escuro dela. Nós nos olhamos, e nossos olhos já estavam mudados.
Nos afastamos e olhamos para trás, encontrando Nina e seu grupo de idiotas. Nix soltou um rosnado tão feroz que todos deram um passo para trás.
— Vou te dar uma única chance, Nina. — Senti minha boca se transformar, expondo minhas presas. — Vire-se e nos deixe em paz.
Nina se recuperou e sorriu de forma arrogante.
— Ou o quê? Vai chamar o seu papai para…
Eu não deixei ela terminar a frase. Saltei do meu lugar e a derrubei no chão. Comecei a socar seu rosto repetidamente. Ouvi e senti o nariz dela quebrar, mas não parei.
Todo o resto sumiu, e minha única concentração estava no quanto de dano eu podia causar a ela. Eu me recusei a usar minhas garras, mesmo que quisesse. Em vez disso, usei meus punhos, meus joelhos, qualquer coisa para quebrar mais alguma coisa nela. Não conseguia superar o sorriso dela. Era como se ela quisesse estilhaçar o pouco controle que me restava — e teria conseguido, caso meu pai estivesse morto.
Ela teve sorte de eu não ter me perdido completamente e a matado. Mas eu estava usando esse momento para deixar bem claro que ela deveria me temer.
Quando finalmente a imobilizei, dei um passo para trás só o suficiente para realmente reforçar meu ponto. Eu sabia que essa seria minha única chance real de fazer isso.
Comecei pelos dedos dela, quebrando cada um. Depois, quebrei os antebraços. Desloquei os ombros dela das articulações. E então, comecei a esmurrar o peito dela, tentando quebrar todas as costelas, até que alguém me puxou.
Quando fui afastada, soltei outro rosnado. Me virei para encarar quem estava me segurando e ergui as mãos, mas vi que eram Brandon e Vince. Ambos levantaram as mãos em sinal de calma. Soltei outro rosnado, saliva pingando das minhas presas.
— Por que vocês me tiraram de cima dela? — Eu gritei, fazendo os dois recuarem.

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