Senti o chão sumir sob meus pés e cambaleei para trás. Apenas Toya conseguiu me manter de pé. Eu sabia que ele faria isso. Só não pensei que aconteceria tão cedo.
— Você só pode estar brincando. — Wendy gritou.
Hanna e Micca rosnaram ao mesmo tempo, e vi Sterling estremecer. Não por submissão, mas pelo tom feroz das duas. Parecia que elas estavam prontas para matar alguém.
— Diz pra gente que isso é mentira, Sterling. — A voz de Micca saiu baixa, quase um rosnado, e eu sabia que sua loba, Muse, estava completamente presente.
Sterling desviou o olhar novamente.
— Não tenho certeza. Jora só me contou. Mas o rei fez uma declaração dizendo que haverá um anúncio amanhã. Achei que você deveria saber. — Eu assenti.
— Não os deixe subir. Eu desço em um minuto. — Sterling assentiu, pegou sua bolsa e saiu. Então, me virei para minhas amigas.
— Preciso verificar meu e-mail e meu celular.
Todas concordaram, mas Toya me seguiu até meu quarto.
— Se não tiver um e-mail, mensagem ou ligação daquele desgraçado explicando isso, eu mesma mato ele.
Dei uma risadinha fraca, porque era tudo o que eu conseguia fazer naquele momento.
— Vamos ver. — Liguei meu computador, peguei minha caixa de segurança e tirei o celular.
Havia três chamadas perdidas, uma mensagem de texto e um correio de voz. Li a mensagem de texto primeiro.
Rowan: [Por favor, verifique seu e-mail. URGENTE.]
Mostrei o celular para Toya, e os olhos dela correram pela tela.
— Pelo menos ele não é completamente burro. — Ela deslizou a notificação do correio de voz para cima. Após digitar meu código, a voz dele ecoou pelo quarto.
— Oi, Amy. Eu... Droga. Não sei o que dizer para você, nem como dizer. Vou fazer um anúncio amanhã. — Ouvi uma batida na porta, seguida pelo som do celular dele sendo jogado na mesa. As sobrancelhas de Toya se ergueram, e ela me olhou.
— O que está acontecendo? — Ela perguntou, mas então ouvimos a porta abrir e nossa atenção voltou para o celular.
— Meu rei. — Uma voz suave chamou, e senti meu estômago revirar.
A voz de Rowan saiu grave quando ele respondeu.
— Eu mandei você entrar, Verity?
Ouvi o clique suave de saltos no piso de madeira do escritório dele e, em seguida, uma risada curta da mulher, aparentemente chamada Verity.
— Não, mas não achei que precisasse pedir permissão para entrar no escritório do meu companheiro.

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