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Destino Alterado (Alicia S. Rivers) romance Capítulo 22

— Pai. — Entrei no escritório dele de supetão e despenquei numa cadeira.

Ele apenas ergueu os olhos da ligação que fazia e levantou um dedo.

— Sim, Steven. Ela vai voltar no próximo mês. Mas, se ela quiser se mudar pra cá de forma permanente, você não poderá recusar o pedido. — Ele fez uma pausa e me encarou. — Eu entendo que você acha que ela pode ser a companheira do seu filho, mas, se não for, você não poderá impedi-la de voltar. — Ele assentiu. — Fico feliz que tenhamos chegado a um acordo. Obrigado, Steven. Te vejo na cúpula dos Alfas.

Ele desligou o telefone e sorriu pra mim.

— Pode entrar, Amy. Em que posso te ajudar?

Sorri e balancei a cabeça.

— Pai, o que foi isso?

— Só estou abrindo caminho para o caso de algo mudar e você queira voltar pra cá, ou ficar. — Ele sorriu pra mim, e eu apenas ri. Meu pai era um Alfa encrenqueiro. — O que te fez invadir meu escritório a uma hora dessas?

Meu sorriso virou uma careta, e me joguei na cadeira.

— Nossa família está falhando com essa alcateia.

— Como assim?

— Você não colocou mais ninguém pra cuidar das aulas sobre as lobas desde que a mamãe foi embora? — Soltei o ar com força e andei na direção dele, enquanto ele congelava no lugar.

— Merda.

Assenti com a cabeça.

— Sinceramente, eu me esqueci dessas aulas depois do primeiro ano. — Ele coçou a cabeça e se recostou. — Como você descobriu?

— Perguntei pra Cass se ela estava conversando com a loba dela, e ela ficou confusa. — Desviei os olhos do teto e olhei pra ele. — Nenhuma delas tinha...

Meu pai xingou de novo e se levantou, começando a andar de um lado pro outro.

— Falar com nossos lobos é algo instintivo.

— Obrigado, minha menina.

— Posso ir até o antigo escritório da mamãe pra ver que livros ela deixou lá? Assim posso entregar pra você até arranjar uma nova Luna?

— Você sabe que nunca vou ter uma nova Luna, Amy. — Meu pai começou a responder, mas então o telefone tocou. — Preciso atender essa. Vá em frente, querida. Você sabe o caminho.

Beijei a bochecha dele enquanto ele atendia e segui até o antigo escritório da minha mãe. O lugar que meu pai nunca mais tocou e onde nunca deixou que ninguém mais entrasse além de mim. Ele entrava lá para tirar o pó, somente ele e mais ninguém.

Abri a porta e quase rosnei ao sentir o cheiro no ambiente. “Aurora esteve aqui.” Bati a porta com força e fui direto até a escrivaninha, procurando qualquer coisa que estivesse fora do lugar. Eu sabia que esse escritório era como meu quarto na casa da cidade. Tudo tinha um lugar. Um lugar que eu memorizei ao longo da vida enquanto crescia ali.

Revirei tudo por uma hora, mas nada parecia fora do lugar. O cheiro da Aurora vinha da cadeira da minha mãe e eu sabia que meu pai surtaria quando entrasse aqui da próxima vez. Parecia que ela tinha mexido em alguns papeis e tentado abrir os armários, mas não tinha a chave. “Graças à deusa.”

Sentei na escrivaninha de minha mãe e abri a tranca com a chave que uso no pescoço, puxando os livros que ela guardava. Então, revirei tudo até encontrar o que eu precisava. Era o que tinha as anotações dela sobre o ritual de passagem. Eu sabia que ela tinha um livro sobre isso.

“É esse que vou entregar pra Tina, pra que ela possa retomar as aulas.” pensei.

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