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Destino Alterado (Alicia S. Rivers) romance Capítulo 228

Eu fiquei imóvel, parada bem na beira da luz. Minhas próprias palavras pareciam ricochetear de volta para mim, quase como se zombassem.

— Mas que diabos está acontecendo aqui. — Eu não consegui impedir que saíssem da minha boca outra vez. Mas eu era invisível para quem estava à minha frente, então não importava.

Outro chamado ecoou, mas, por estar tão perto dessa vez, eu entendi. Era um uivo comum. O chamado de um lobo transformado, que as paredes faziam reverberar, sobrepondo ecos até soar como uma criatura enlouquecida.

Mas eram apenas lobos. Muitos lobos, dentro daquele círculo de luz. E, de repente, tudo o que eu sabia — ou achava que sabia — sobre as cavernas da morte parecia não passar das histórias de terror que eu ouvia quando criança.

Não havia mortos ali, nem espectros de injustiçados vagando por aquelas paredes. Apenas uma alcateia profanando a terra dos mortos.

Túmulos tinham sido arrombados, saqueados de tudo o que tinha valor, e os ossos dos falecidos estavam espalhados pelo chão. Caminhei mais para perto da luz e vi um homem bebendo de um crânio.

Congelei quando meus olhos se cruzaram com os de alguém que eu nunca imaginei ver de novo.

Segui essa pessoa, me esgueirando entre os outros como se eu realmente estivesse ali e quisesse evitar qualquer contato. Mas alguém tropeçou em mim e passou direto pelo meu corpo. Vi a pele dessa pessoa arrepiar e o rosto empalidecer, como se tivesse sentido algo, mas foi só um incômodo fugaz. Minha alma tocou a dela, e ela não gostou.

Continuei seguindo até que a pessoa se virou e percebi que a corrente que eu segurava firme terminava presa ao pescoço dela. Ela se sentou num sofá claro e macio, algo que não parecia pertencer àquele lugar. Então ela chamou:

— Garren.

Um homem saiu de dentro de uma tenda próxima.

— Sim, meu amor?

Ela sorriu, recostando-se na lateral do sofá.

— Traga um cobertor… Quero cochilar. — Ela tirou do pescoço um colar: uma corrente preta idêntica à que eu segurava, com uma pedra negra pendurada no elo central.

— O feitiço? Ainda está te drenando? — Ele entrou na tenda e voltou com um cobertor e um travesseiro.

Amara assentiu.

— Ela ainda está resistindo. E isso já está me tirando do sério. — Gemeu quando ele colocou o travesseiro atrás da cabeça dela e a cobriu. — Por que ela simplesmente não morre?

— Ela é uma alfa. Matar a loba dela vai levar mais tempo. — Garren respondeu, mas Amara fez um biquinho.

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