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Destino Alterado (Alicia S. Rivers) romance Capítulo 262

Olhei para Toya na porta, confusa.

— O quê?

Ela apontou para minha perna.

— Você está sangrando, e ainda não sarou. Por que você não está cicatrizando?

Baixei o olhar para a perna e notei o sangue escorrendo de um corte leve.

Franzi a testa.

— Eu não sei.

Olhei de volta para ela e dei de ombros.

— Eu estava falando com minhas lobas e me distraí.

Então foi a vez de ela franzir a testa.

— Saia para eu estancar o sangramento.

A afastei com um gesto.

— Me dê alguns minutos para terminar e aí eu saio.

— Amy, apenas saia agora.

— Está bem, mãe. — Revirei os olhos. — Fora.

Apontei, e ela balançou a cabeça enquanto fechava a porta. Mulher mandona.

Terminei o banho, até depilei, e saí. O sangue corria mais rápido do que eu julgava possível e eu não sabia por quê. Peguei uma toalha, a enrolei na perna e saí do banheiro, deixando uma pegada vermelha a cada passo.

— Pelo menos você tem piso de madeira aqui. Consegue imaginar o estrago se fosse carpete? — Megan suspirou enquanto Nix soltava uma risada engasgada.

— Vocês sabem por que eu não estou cicatrizando?

As duas lobas balançaram a cabeça.

— Não. Não há motivo para você não estar cicatrizando. — Nix se aproximou. — Estamos fracas, mas não a ponto de prejudicar nossa regeneração.

Cheguei à sala de estar e parei na entrada. Eu realmente gostava do meu carpete ali.

— Gente, gosto muito do meu carpete aqui. Vocês podem tratar isso na sala de jantar? — Toya e Wendy pularam de imediato e me seguiram de volta, contornando a parede. Sentei e apoiei a perna em outra cadeira.

— Então... cicatrização? — Toya se agachou ao meu lado e desenrolou a toalha.

— Nix e Megan disseram que não há motivo para eu não estar cicatrizando.

Toya praguejou baixo.

— Eu realmente esperava que fosse algo simples, como suas lobas estarem cansadas.

Wendy riu enquanto entregava gaze para Toya limpar meu corte.

— Alguma vez é tão simples com Amy?

Olhei para Toya, e ela olhou para mim.

— O que foi aquilo?

Toya sorriu.

— Ela teve uma ideia.

— Ah. — Comecei a rir. — Como eu deixei passar essa reação?

— Ela geralmente só tem ideias surpresa no meio da noite e eu vejo ela disparar pelo corredor, passando da minha porta. — Ela fungou de riso quando Wendy deslizou de volta para o cômodo, celular na mão. — O que você está fazendo?

Ela ergueu um dedo enquanto digitava por um momento.

— Pesquisa. — Continuou digitando e então começou a ler, os olhos correndo de um lado para o outro, acompanhando o que estivesse na tela. — Porra, eu sabia.

Toya e eu abrimos um sorriso e trocamos outro olhar, depois voltamos para ela.

— O quê?

— É o kudzu. — Ela ergueu os olhos do celular.

— O quê? — Esfreguei as têmporas. Eu já estava de saco cheio dessa merda de kudzu.

Wendy ergueu o dedo de novo.

— Kudzu, quando ingerido, coloca muita pressão sobre a loba. Ele a enfraquece. Como se supõe, a força da loba se correlaciona com a capacidade de engravidar. Se o kudzu tiver de ser usado em uma Luna forte, por exemplo, parte-se do princípio de que a loba está ativamente rejeitando a gravidez? O kudzu induz um cio e enfraquece a loba para que ela não consiga combater a implantação. A fraqueza que se segue dura cerca de duas semanas se não for tratada, então tenham cuidado se escolherem esse método para engravidar.

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