Eu vi os olhos dele se arregalarem.
— Você acabou de me dar uma ordem?
Eu encostei o focinho no dele, nossos bigodes se dobrando contra o rosto um do outro.
— Você não tem o direito de desistir durante a batalha. Agora não, nunca, e, se para isso eu tiver de lhe dar uma ordem, então que seja.
Eu rosnei, mas uma tosse suave me fez girar.
— Amy.
O arquejo leve de Carl me fez disparar para o lado dele. Eu me transformei, e minha beca de formatura era um contraste gritante com o campo ensanguentado.
— Carl.
Eu o agarrei pela cintura e tentei o puxar para ficar de pé, mas o grito que ele soltou me fez parar.
— Vamos. Você está bem.
Tentei me convencer. Desabei ao lado dele, emoldurando o rosto com as mãos.
— Levante-se.
— Amy.
Os olhos dele se encheram.
— Não, nada disso. — Eu me inclinei. — É cedo demais. Ela não está pronta para viver sem você.
— Ela foi treinada.
Eu neguei com a cabeça.
— Não. Carl, estou dizendo, é cedo demais.
Ele deu um sorriso triste.
— Sempre vai ser cedo demais. — Eu senti meus lábios tremerem.
— Por favor. — Eu supliquei. Eu sabia que isso ia despedaçar a menininha dele.
Ele balançou a cabeça e os olhos ficaram turvos.
— Eu escrevi uma carta para você. Está no quarto que eu construí para você.
— Carl, por favor.
Eu apertei as mãos no rosto dele. Implorei de novo enquanto todos se aproximavam.
— Ela é só uma garotinha.
— Ela é nossa garotinha. — Ele suspirou quando ouvimos a porta se abrir. — Promete que vai cuidar bem da nossa menina.
Eu senti as lágrimas caírem.

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