Atrai meu poder para perto e o lancei contra Lynn. Ela arqueou para fora da cama e gritou. Wendy e Toya correram, e eu ainda ouvi um ganido fraco de Carly. Eu explicaria aquilo a ela depois, mas, naquele instante, todo o meu foco estava na mulher que morria devagar na minha cama.
— Amy, que diabos você está fazendo? — Wendy correu para o meu lado.
— Amy, pare.
Toya voltou correndo da cabana, mas eu balancei a cabeça.
— Eu não posso. — Eu a segurava pelo pulso, só que o sangue não diminuía. — Pegue uma toalha no banheiro. Agora.
Toya disparou.
— O que aconteceu? — Wendy se ajoelhou ao meu lado e pousou os dedos no pescoço de Lynn. Toya voltou do banheiro com uma toalha e a estendeu. Afastei a mão do pulso dela e as duas ofegaram.
— Eu precisava do sangue dela para o escudo. Eu não posso levá-la para lá antes de adicioná-la a ele. Senão, podem rastreá-la até lá. Eu só ia tirar um pouco de sangue.
Enrolei a toalha no pulso dela e apertei. Entreguei o braço dela para Wendy.
— Aperte. Forte.
— Por que ela não está se curando?
Toya olhou para o sangue que se espalhava no chão.
Rosnei.
— Vince e Derek, eu acho.
Toya me encarou enquanto eu envolvia o braço de Lynn com as duas mãos.
— O que eles fizeram?
— Acônito. — Foi tudo o que consegui dizer. — Cubra a boca dela. Eu não quero assustar Carly, e eu tenho que usar todo o meu poder para curar isso.
Ela assentiu e subiu na cama com Lynn. Ela a ajustou de um jeito que a cabeça ficasse no colo, depois lhe cobriu a boca com as duas mãos.
— Isso vai ser doloroso, Lynn. Sinto muito.
Corri até a planta na minha mente. Ela estava bonita e florescendo, e, normalmente, eu me conectava ao meu poder sem dificuldade. Dessa vez, porém, eu queria ir direto à fonte. Enterrei a mão no solo e senti minha magia me preencher. Fui puxando mais e mais, o mais rápido que consegui, ainda assim estava mais lento do que eu queria.
Precisei esperar enquanto a magia crescia, porque, se eu pressionasse cedo demais, Lynn não aguentaria.
— Amy. — Toya me fitava enquanto eu permanecia ali.
Wendy e Toya fecharam os olhos, rezando para que desse certo. Eu continuei jogando poder diretamente no corpo dela.
Eu imaginei o acônito no sangue e o forcei para fora do ferimento. O sangue jorrou mais rápido, e Wendy gritou. Mas era disso que Lynn precisava.
— Amy! — Wendy já estava tomada pelo pânico.
Toya havia abandonado a tarefa de segurar a boca de Lynn. A mulher não gritava, nem respirava.
— Amy, você precisa parar.
Eu me recusei.
— Você não a vai levar. Ainda não, agora não.
Disparei outra onda enorme de poder nela e, dessa vez, eu tinha a intenção de curar Lynn. Imaginei o corte no pulso, tão raso, tão pequeno, fechado. Depois, empurrei mais poder para reabastecer o sangue dela, dando a ela a fonte de vida à qual se agarrava com desespero.
Com o restinho do meu poder, eu o empurrei diretamente para o coração dela com uma única intenção.
Respire.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destino Alterado (Alicia S. Rivers)
O livro está como concluído porém terminaram sem continuacao falta ainda o conselho emacharmos licans e chato pararem no ápice do livro...