Shannon ficou imóvel, as lágrimas esquecidas quando Morgan terminou de gritar. Ele se virou de volta para mim.
— Sinto muito. — Ele se virou novamente para Shannon. — Pegue o carro antigo de Ainsley ou não, mas eu terminei com essa merda, Shannon. Você é uma adulta, porra. Aja como tal.
Então ele girou nos calcanhares e foi embora, descendo as escadas.
Shannon ficou pregada no lugar antes de se virar para mim e para minha mãe.
— Isso é culpa de vocês. — Ela gritou e então correu para o quarto, batendo a porta.
— Bem… — Minha mãe apontou para as escadas. — Eu vou…
— Entre. — Eu a puxei para o meu quarto e fechei a porta.
— Amy, eu tenho que ir. — Ela suspirou, mas então parou quando olhou para Toya e Lynn. — Como ela está? — Ela se aproximou.
— Não muito bem. — Eu fui até a cama.
— Envenenaram ela com acônito. — Ela arfou. — Eu não sabia e, quando eu a cortei...
— Por que diabos você a cortou? — Minha mãe correu até ela e olhou. Ela viu a mancha de sangue no meu carpete.
— Amy! — Ela correu até o banheiro e gritou quando viu a toalha na banheira. Voltou bufando. — Em que diabos você estava pensando?
Eu levei a mão ao rosto.
— Obviamente eu não sabia. Mas eu precisava do sangue dela. Assim como eu preciso do seu.
Ela se virou para mim.
— Por quê?
— Eu preciso adicioná-la a um feitiço antes de poder lhe mostrar. — Ela semicerrrou os olhos para mim, depois assentiu e estendeu o pulso. Eu fui ao banheiro, enxaguei o sangue seco de Lynn e voltei.
— Isso não deve doer por muito tempo. — Deixei a garra surgir, mas parei bem antes de cortá-la. — Você não está com acônito no seu sistema, está?
Ela me lançou um olhar firme, mas eu apenas dei de ombros.
— Eu tenho que perguntar. Eu não tenho força suficiente para curar uma segunda pessoa hoje.
Minha mãe revirou os olhos.
— Estou livre de acônito. Prometo. — Eu assenti e lhe cortei o pulso, coletando o sangue conforme ele escorria. Depois, lentamente, eu vi o corte se fechar de novo. Ela olhou para o pratinho na minha mão.
— Isso é suficiente?
— Sim. — Eu me virei para o closet. — Já volto.
Ela ficou confusa quando fechei a porta atrás de mim.
— Para onde ela está indo? — Eu a ouvi perguntar a Toya antes de eu subir e abrir as duas portas para a cabana. Eu saí, adicionei minha mãe ao escudo e então voltei. Deixei as portas abertas dessa vez e entrei de novo no meu quarto.
— Que diabos está acontecendo, Amy?
Eu fui até a cama e me ajoelhei ao lado de Lynn.
— Está pronta?
Ela entreabriu os olhos, mais desperta do que eu achava que estivesse.
— Eu vou ficar segura? — Eu assenti.
— Magia.
Eu cheguei até a porta que Carly deixara aberta. Eu me abaixei e pus os pés de Lynn no chão, usando meu corpo para estabilizá-la enquanto eu empurrava a porta mais para dentro.
— Isto é seu.
Lynn olhou para mim, confusa.
— Por que você não está entrando?
Eu ouvi os passinhos de Carly.
— Porque meu papai disse que você precisava de um lugar só seu. Para você se sentir segura.
Lynn se virou e minha mãe arfou atrás de mim.
— Quem é você, pequena?
Carly sorriu.
— Eu sou Carly. — O rosto dela caiu, e os olhos castanhos brilhantes ficaram brancos. — Tome este descanso, guerreira, pois seu tempo virá antes do que você pensa. Treine seu corpo, mente e alma. O Beta virá caçando, e você terá que enfrentá-lo para encontrar sua liberdade. E sua segunda chance na vida.
Lynn ergueu os olhos para mim.
— Você tem o xamã?
Os olhos dela clarearam e ela virou o rosto para mim.
— Já está perto da hora do jantar? Estou ficando com fome.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destino Alterado (Alicia S. Rivers)
O livro está como concluído porém terminaram sem continuacao falta ainda o conselho emacharmos licans e chato pararem no ápice do livro...