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Destino Alterado (Alicia S. Rivers) romance Capítulo 351

Meu sangue ficou gelado quando escutei as palavras dela. Minha mente voltou para a minha primeira vida, quando eu estava amarrada a uma mesa e arrancavam meu filho de dentro de mim.

Aquilo não aconteceria de novo. Nix rosnou.

Megan arrastou o próprio flanco pela barreira. Nós éramos mais espertas e estávamos mais preparadas do que eles, e não iríamos falhar na missão.

As vozes calmas e objetivas das duas me ajudaram a me sacudir daquele passado, daquele pesadelo que eu já tinha vivido.

— Amy não é burra. Ela garantiria que a maior parte da riqueza dela fosse para a mãe.

— Você é casado com Ainsley. — Shannon ficou confusa, e Morgan soltou um suspiro.

— Sim, mas se ela herdasse bilhões e Amy estivesse morta, ela desapareceria. Especialmente agora.

— Por quê?

Morgan suspirou de novo, e eu quase deixei a risada escapar.

— Porque ela não me ama mais. Talvez ela tivesse ficado antes de eu ferrar tudo, mas agora não. Ela não teria motivo. A única moeda de troca de Vince é Amy. Foi assim que ele a ameaçou quando ela chegou, e no começo deste ano. Se Ainsley não cumprisse os deveres básicos de esposa, Amy poderia ser tomada como escrava. Quer dizer, pelo menos até ela se formar e se tornar um membro totalmente integrado da sociedade.

— E agora?

— Agora ele ameaçou matá-la. — Senti meu punho se fechar de novo, mas um sorriso abriu caminho no meu rosto.

— Você acha que ele venceria? Vince, digo. Amy é forte.

Morgan riu.

— Vince matou o pai dela, Gavin. Ele pode matar Amy.

O mundo parou.

— Puta que pariu. — As palavras de Nix saíram macias.

— Amy, volte para o seu quarto. Agora. — As palavras de Megan me arrancaram do torpor.

Corri de volta para o meu quarto e tinha acabado de fechar a porta em silêncio quando a porta de Shannon se abriu. Encostei-me nela, de olhos fechados. Santa deusa, aquilo tinha acabado de acontecer? Eu tremia. Aquilo tinha sido a primeira admissão de fato de que Vince estava, de algum modo, envolvido com os renegados.

Eu precisava falar com meu pai. Peguei as sacolas no chão, as que minha mãe tinha deixado no meu quarto, porque imagino que ela presumiu que não conseguiria atravessar, e corri para o meu closet. Desci as escadas correndo, levando as sacolas comigo e largando tudo sobre a mesa.

Toya desceu as escadas, confusa.

— O que está acontecendo?

— Um minuto.

Corri para cima para buscar o resto das compras e voltei. Wendy e Toya já estavam guardando as coisas.

— Vocês nunca, nunca iam adivinhar o que acabou de acontecer.

Eu estava sem fôlego de tanta empolgação.

— O quê? — Wendy parou, colocando algo no armário de cima.

Encostei-me na mesa.

— Tinha começado só para irritar ela, o que eu adorava fazer. Eu contei que ela quis que eu comprasse um carro para ela? — Balancei a cabeça diante dos olhos arregalados de Wendy. — Eu sei. E Morgan estava ficando do meu lado, o que achei estranho, mas eu ia dar o benefício da dúvida. Eu sabia que ele tentava voltar às boas com a minha mãe. Só que não era nada disso.

Toya endireitou a postura.

— Como assim?

— O tempo todo eu achei que ele tentava reconquistar ela porque amava ela. — Balancei a cabeça. — Até eu me formar, eles ainda tentavam controlar a minha mãe me ameaçando. Eles ainda podiam usar as leis antigas para me tornar escrava se a minha mãe não... — Fiz aspas no ar. — Cumprisse os deveres de esposa.

Wendy e Toya gemeram ao mesmo tempo.

— Sério? — Wendy revirou os olhos.

Eu só assenti.

— Palavras dele. Mas agora eles não podem. Eu me formei e herdei oficialmente a Alcateia e as terras do meu pai, mesmo que eu não possa me mudar para lá. — Puxei uma cadeira. — Aí Shannon perguntou por que eles não simplesmente me acasalavam com Brandon e depois me matavam.

Toya e Wendy também puxaram cadeiras, a comida esquecida.

— E? — Wendy se inclinou.

— Eles discutiram isso. Mas Morgan disse que todo o meu dinheiro iria para a minha mãe e que ela iria desaparecer, já que nada a prenderia à Alcateia. E ele estava cem por cento certo. Eles sabiam que não iam conseguir porra nenhuma.

— Então... — Toya franziu a testa e apoiou a cabeça nas mãos.

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