Comecei pelo primeiro firewall e o transpassei sem dificuldade. Porém, o segundo disparou o alarme.
— Amy!
Eu suspirei.
— Entendi.
Corrigi a brecha e tentei outra vez. E outra vez. E outra vez. No meio do dia, eu já queria bater a cabeça na tela.
Gemi de frustração quando ouvi Alannah chamar de novo.
— Amy.
— Sério? — Bati no teclado com raiva.
Eu tinha chegado até a metade do caminho até o mainframe sem ser detectada, mas fiquei presa por volta do nono firewall. Eu me levantei e comecei a andar de um lado para o outro.
Alannah veio até a porta.
— Por que você não almoça? Tire trinta minutos para se recompor e depois volte ao ataque. Você ainda vai ter três horas para se livrar do vírus depois que se acalmar. — Ela sorriu e me entregou o cardápio. — Talvez você esteja com fome e irritada.
Soltei o ar num sopro e então assenti.
— Provavelmente você está certa.
Suspirei e despencuei de volta na cadeira. Olhei o cardápio e decidi que precisava de carne. Muita carne.
— Está tudo bem? — Chamei minhas lobas.
Nix me encarou com os olhos arregalados.
— Eu acho que a gente vai ter um problema em breve.
— Como assim? — Voltei a me concentrar nelas, com o olhar ficando vidrado.
Megan saiu da floresta, e até ela parecia um pouco abalada.
— Erubus acabou de vir aqui.
— Certo... — Olhei ao redor. — Ele já se foi, obviamente... então qual é o problema? Eu podia não gostar de dele vir ver vocês duas, mas eu ia superar isso.
As duas balançaram a cabeça.
— Você não está entendendo. — Nix se encolheu ao lado de Megan.
— Só me digam. — Ergui as mãos, frustrada.
Megan olhou para Nix e suspirou.
— Nós vamos entrar no cio.
Eu congelei.
— Como assim “nós”? — Olhei de uma para a outra. — Quando? Como?
— Ele disse que a gente tem talvez uma ou duas semanas se conseguir adiar. — Nix entrou na conversa. — Mas...
— Mas o quê? — Encarei minhas lobas e senti o medo crescendo. Eu não conseguia passar por aquilo de novo sozinha.
Megan se encostou em Nix, tirando força dela.
— Nós duas vamos entrar no cio... ao mesmo tempo.
As palavras me acertaram no peito. O pânico veio em força total e eu não tinha como parar.
Empurrei a cadeira para trás, bati com ela na parede e comecei a andar de um lado para o outro.
— Como isso estava acontecendo? A gente não conheceu nosso companheiro. A gente só entrou no cio por causa do kudzu. Como isso era possível?
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destino Alterado (Alicia S. Rivers)
O livro está como concluído porém terminaram sem continuacao falta ainda o conselho emacharmos licans e chato pararem no ápice do livro...