— Que porra… — Senti como se meu mundo estivesse desmoronando. Minha cabeça estava cheia das palavras dele e eu não entendia como tínhamos chegado até ali. Virei para encarar Sterling, mas ele claramente evitava meu olhar. — Sterling.
Ele finalmente olhou para mim, e eu pude ver a verdade em seus olhos.
— O quê?
— Você leu alguma dessas cartas? — Deixei a carta cair na caixa. Meu olhar desceu para a caixa entre meus pés e eu contei mais de cinquenta cartas… talvez até mais. — Há quanto tempo ele vem mandando isso?
Sterling fechou os olhos por um instante, como se tentasse encontrar uma resposta que não me destruísse. Sua mão apertou o volante.
— Não, como eu disse, não li nada do que foi enviado para você. — Engoliu em seco. — Elas eram destinadas apenas aos seus olhos e, mesmo que não pudéssemos entregá-las, não íamos invadir a sua privacidade e a do Rowan.
Senti meus olhos se estreitarem.
— Mas?
Ele suspirou.
— Mas eu o via sempre que ele deixava as cartas. Ele estava ficando cada vez mais desesperado para que você respondesse. — Parecia prestes a vomitar. — Eu quis contar a ele. Quis dizer que você não respondia porque não sabia, mas eu não podia.
Me acomodei um pouco no banco. Eu podia ouvir a dor na voz dele.
— Você está se sentindo culpado? — Perguntei, mas já sabia a resposta.
Ele assentiu.
— Deusa, sim. — Lançou-me um olhar rápido. — Você não entende. — Seus dedos se flexionaram, e eu percebi que ele começava a ficar frustrado.
— Então me explica, porque eu estou totalmente perdida agora. — Olhei para as cartas. — Eu nem sei o porquê ou quando isso começou. E, pelo visto, ele mandou várias. — Abaixei-me para tentar contá-las. — Quantas tem aqui?
Ouvi Sterling engolir em seco de novo.
— Mais de setenta.
Endireitei-me num salto.
— Isso não pode estar acontecendo. — Minha voz estava áspera quando outro soluço me escapou. Tampei a boca com a mão para impedir que mais um saísse. Eu precisava esperar. Eu não podia desmoronar ainda.
Oh, deusa, o que eu fiz?
— Sinto muito. — A voz de Sterling veio suave enquanto ele tirava uma das mãos do volante e entrelaçava os dedos nos meus. — Sinto muito por ter escondido isso de você.
Solucei, mas acabei rindo baixo.
— Isso não foi culpa sua. Você não teve escolha. — Senti os dedos dele apertarem os meus. — Meu pai se certificou disso.
Ele suspirou.
— Eu sei. Mas ainda assim, sinto muito. E acredite, vou contar tudo ao Rowan assim que deixar você em casa.
— Por favor, não faça isso. — Apertei a mão dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destino Alterado (Alicia S. Rivers)
O livro está como concluído porém terminaram sem continuacao falta ainda o conselho emacharmos licans e chato pararem no ápice do livro...