Cass assentiu apenas uma vez e se virou para longe de mim.
— Era o que eu pensei.
Greyson me lançou um olhar, e eu vi a dor ali. Ele escorregou para baixo e a puxou contra o peito. Choramingou quando se aninhou nela, porém ela se recusou a permanecer tão perto dele.
— Você precisa se limpar, amor. — Ele sussurrou contra a cabeça dela, mas ela somente balançou a cabeça em negação.
— Assim que eu tomar banho, ele vai ter ido embora, o cheiro dele vai ter desaparecido, e eu ainda não consigo encarar isso.
Eu franzi a testa. Greyson percebeu, mas só balançou a cabeça e formou a palavra “depois” com os lábios. Eu assenti e tentei consolar minha amiga. Dei leves tapinhas em suas costas, mas ela continuou rígida.
— Por favor, vão embora. — As palavras saíram estranguladas, mas ela se virou e encontrou os olhos de Greyson. — Pode me deixar sozinha, por favor? Eu só preciso de espaço.
Havia lágrimas nos olhos dela, e ela parecia um pouco em pânico.
Eu senti o medo dele antes de qualquer outra pessoa.
— Nós vamos sair se você me permitir fazer uma coisa? — Eu me inclinei para captar o olhar dela.
— O quê?
— Deixe que eu lhe dê uma ordem... — Minha voz saiu suave, e eu deixei a frase morrer quando ela estremeceu.
— Por quê? — Os olhos dela se estreitaram, e eu ouvi o ranger de seus dentes.
— O seu companheiro está preocupado, e eu também. — Eu respirei fundo. — Quando meu filhote morreu, eu fiquei feliz porque sabia que ia segui-lo para o abismo. Eu queria.
Ela fechou os olhos, e eu vi uma lágrima deslizar pela bochecha.
— Não me peça isso, bebê. — A voz de Greyson saiu suave. — Não me peça para enterrar nosso filhote e você. Eu não conseguiria suportar.
Ele se inclinou até encostar o rosto ao dela.
— Eu vou sair. Se você deixar um Alfa ordenar que não se machuque.
Ela estremeceu.
— Só isso? — Ele assentiu. — Certo. Mas não Amy. Alfa Gavin pode fazer isso.
Eu me magoei um pouco, porém assenti e me levantei da cama quando meu pai se aproximou.
— Cassie, eu ordeno que você não se machuque enquanto estiver sozinha.
Todos nós sentimos a ordem fazer efeito, e meu pai deu um passo atrás.
— Agora me deixe em paz. — Ela travava uma batalha perdida contra as lágrimas enquanto se encolhia, abraçando a barriga. — Está tudo bem, bebê. Mamãe amou você tanto.
Meu pai indicou a porta com um gesto de cabeça, e todos saíram, até o médico.
— Por que saiu? — Eu olhei para ele quando fechou a porta atrás de si.
— Os ferimentos dela começaram a cicatrizar assim que ela acordou. Não rápido, nem de longe, mas o suficiente para eu me sentir confortável em dar o espaço que ela pediu. — Ele interceptou um Ômega que passava. — Pode me trazer uma cadeira, por favor?
— Claro, doutor.
O Ômega saiu correndo, e o médico voltou para nós.
— Vou me sentar aqui fora, caso algo aconteça, mas, com a cura dela voltando e com a ordem, acho que vamos ficar bem. — Eu assenti uma vez, e meu pai se virou para mim.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destino Alterado (Alicia S. Rivers)
O livro está como concluído porém terminaram sem continuacao falta ainda o conselho emacharmos licans e chato pararem no ápice do livro...