— O que isso significa?
— Era uma frase usada na época da primeira vida do seu pai. Quando ele foi morto naquela vida, o atacante disse exatamente a mesma coisa, como um mantra. E ele nunca se esqueceu. Então quando Beck disse isso agora, ele soube.
— Então, nós esperamos até entender tudo. — Minha voz soava tão derrotada quanto eu me sentia. Eu não queria que isso continuasse, mas também não ia colocar a vida de ninguém em risco.
— Sim, mas pelo menos agora você tem algo pra fazer. — Ronnie sorriu pra mim.
— Como assim?
Ele encostou o carro e desceu. Foi até o porta-malas e ficou lá fuçando por alguns minutos antes de voltar com uma bolsa de computador portátil. Quando sentou novamente, me entregou a bolsa. — É pra você.
— O que é isso?
— Abra. — Ele deu um tapinha na bolsa e voltou com o carro pra estrada. Abri o zíper e encontrei um computador portátil novo, moderno, e um celular novo.
— Vou perguntar de novo. O que é isso?
— Esse é seu novo computador personalizado para hacking, nunca usado.
Fiquei encarando o rosto dele de lado. — Eu não sei hackear.
— Então agora tem um novo passatempo. — Ele riu, lançando um olhar rápido pra mim.
— Mas que porra você tá falando? — Tirei o computador da bolsa e embaixo tinha um livro. Peguei o livro e virei nas mãos. — Hacking ético para iniciantes.
— Isso. Seu pai também te deu uma assinatura do site hacking 101. É um lugar que ensina por meio de jogos.
Minha boca ficou aberta e olhei pra trás, onde Lynn estava focada no celular. — Por que eu precisaria disso?
— Porque. Ele quer que você aprenda a hackear. Bem óbvio. — Ronnie respondeu devagar, como se eu fosse burra.


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