Naquela noite de verão, a grande cama afundou profundamente na penumbra do quarto principal.
A brisa movia as cortinas sob a pálida luz do luar, respirações se misturavam e silhuetas balançavam.
O homem havia bebido, não estava sendo gentil, parecia até haver um tom de punição em seus movimentos.
De olhos fechados, Ofélia Palma suportava as investidas dele.
— Ofelinha, abra os olhos e olhe para mim.
De repente, ele agarrou o queixo dela. Em meio à dor, a voz rouca e levemente irritada do homem soou acima de sua cabeça.
Ofélia abriu os olhos lentamente.
Um feixe de luar iluminou perfeitamente o perfil esculpido do rosto dele.
Ofélia sentiu-se um pouco atordoada.
Um mês atrás, eles haviam tido uma discussão amarga no cemitério.
Era o aniversário de morte do casal de gêmeos deles, mas o homem apenas soltou friamente que estava ocupado demais para aturar suas loucuras. Depois de ir embora, ele passou um mês inteiro sem voltar para casa...
Uma dor súbita na clavícula trouxe Ofélia de volta à realidade, encontrando o olhar escuro e profundo dele.
— Preste atenção — a voz do homem soou rouca, com a irritação ainda mais evidente.
Os cílios de Ofélia tremeram levemente, e uma súbita vontade de chorar ardeu em seu nariz.
— Thiago, vamos ter outro filho — ela ergueu a mão, as pontas dos dedos geladas tocando a testa levemente franzida do homem, com a voz embargada.
O homem parou, seus olhos negros tingidos de desejo a encarando profundamente.
— Ofelinha, você está falando sério?
Ofélia não respondeu, apenas ergueu os braços para envolver o pescoço dele, inclinando a cabeça para beijar seus lábios...
Os olhos escuros do homem se estreitaram, seus longos dedos se embrenharam nos cabelos dela, segurando firmemente sua nuca.
— Ofélia, faz quanto tempo que você não se olha direito no espelho? — no instante em que os lábios dela o tocaram, o homem abriu levemente a boca, com a respiração quente, mas a voz gélida.
Ofélia paralisou e abriu os olhos.

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