Ofélia sentou-se encostada na cabeceira e pressionou as têmporas com as pontas dos dedos.
A vertigem tinha sido provocada pelo excesso de emoção somado ao fato de ter se levantado rápido demais. Já estava se recuperando, embora o corpo ainda repousasse em um leve estado de fraqueza.
Thiago sentou-se na beira da cama, com o rosto pálido dela refletido em seus olhos escuros: — Você deixou de comer no horário certo de novo hoje, não foi?
A mão de Ofélia parou de massagear as têmporas.
Ela ergueu os olhos, encontrando o olhar de Thiago, e debochou friamente: — Que esposa continuaria com apetite depois de descobrir que o marido a traiu e ainda tem um filho bastardo?
Thiago sobressaltou-se.
— Você disse que ia viajar a trabalho para o exterior, mas na verdade foi para o Parque das Nuvens. Você estava lá, junto com a Stella, comemorando o aniversário daquela criança!
Thiago franziu as sobrancelhas de leve: — Como você sabe sobre o Parque das Nuvens? Andou me investigando?
Ofélia soltou uma risada gélida: — Você teve coragem de instalar a sua amante e o seu bastardo no Parque das Nuvens, por que teria medo de eu descobrir? Ou será que, aos seus olhos, eu deveria ser uma idiota, enganada por você a vida inteira?!
— Eu não planejava esconder isso de você para sempre. — A expressão de Thiago tornou-se indecifrável. — Esse assunto é complicado. Depois eu te explico...
— Explicar? Aquela criança te chama de pai e chama a Stella de mãe. Ele é a sua cópia fiel. Isso não é suficiente? O que mais você quer explicar? Que não foi sua intenção me esconder as coisas? Ou quer me convencer de que não foi de propósito que você foi para a cama com a Stella logo após os nossos filhos morrerem prematuramente?!
À medida que falava, a fúria de Ofélia crescia. Ela levantou a mão e desferiu um tapa certeiro no rosto de Thiago.
O impacto virou o rosto dele para o lado. Imediatamente, o semblante de Thiago fechou-se em uma expressão ameaçadora.
— Ofélia, já se passaram cinco anos! Você não acha que já chega de loucura? — Ele apertou o pulso dela com força, a ira fervilhando em seus olhos negros: — O Abel não tem nada a ver com os nossos filhos. Ele é inocente...
— Thiago, aquele garoto tem cinco anos!
Com os olhos injetados de sangue, ela o encarava fixamente.
— Ele é apenas quatro meses mais novo que os meus filhos! Quando você estava comemorando o aniversário daquela criança, por acaso se lembrou das minhas duas crianças inocentes? Ele é inocente? E os nossos filhos, eles mereciam morrer?! Você se esqueceu de que eles morreram por sua causa? Foi tudo culpa sua!


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