— O que houve? — perguntou Ofélia, olhando para Elena assim que a amiga encerrou a ligação.
— O meu veterano disse que a filha dele está com febre. Ele teve que levá-la ao hospital às pressas, então teremos que remarcar para outro dia — explicou Elena, abaixando o celular e encarando Ofélia com um olhar impotente.
— Ele é casado?
— Não, a menina é da primeira namorada dele. Antes de morrer de câncer, ela confiou a filha a ele — revelou Elena, baixando a voz e se aproximando.
— Quer dizer que a criança não é filha biológica do Lucas?
— Claro que não!
Ao falar sobre a vida de Lucas, Elena não conseguia evitar balançar a cabeça e suspirar.
— Eles terminaram logo depois da formatura, o Lucas foi para o exterior e ela se casou com outro. Ouvi dizer que ela descobriu o câncer durante a gravidez. Como o bebê era uma menina, a família do marido a rejeitou, e a própria família dela teve medo do fardo. O Lucas, lembrando-se do amor que sentiram, pagou pelo tratamento dela. Depois que ela faleceu, ninguém quis a criança, então ele a adotou.
Ao ouvir aquilo, Ofélia tocou instintivamente o próprio ventre.
— A menina nasceu prematura e tem uma saúde muito frágil, então dá muito trabalho — continuou Elena. — Eu a vi uma vez num jantar na casa de um professor. Ela já tem cinco anos, mas parece ter apenas dois ou três. É tão pequenininha e magrinha, embora tenha traços lindos, nem parece com a mãe... Enfim, ela vive doente. O médico disse que ela não estava se adaptando ao clima de fora e, depois de muita luta, o Lucas finalmente decidiu voltar ao nosso país de vez com ela.
Ofélia sentiu uma profunda admiração. Fazer tudo isso por uma criança adotiva não era para qualquer um.
Pelo menos, depois de ouvir os relatos de Elena, o caráter de Lucas parecia inquestionável.
E quanto à sua competência, isso já estava fora de dúvida.
Ofélia tomou a decisão: seria Lucas quem assumiria o seu caso de divórcio.


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