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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 192

Cícero não se manifestou.

Nesse momento, a porta da emergência se abriu e o médico saiu, segurando uma prancheta:

— Quem aqui é familiar ou amigo da paciente Eduarda?

— Eu sou.

— Eu sou.

Duas vozes masculinas soaram ao mesmo tempo.

Cícero e Franklin deram um passo em direção ao médico simultaneamente.

Weleska olhou para sua mão vazia e depois para os dois homens se apresentando por Eduarda; a raiva a consumiu.

Eduarda deveria estar sozinha no hospital, sem ninguém para cuidar dela.

O que havia de errado com esses dois homens? Por que se importavam com ela?

Cícero e Franklin se olharam com surpresa, mas nenhum dos dois recuou.

Cícero disse com voz fria e séria:

— Eu sou o marido dela.

Ele estava declarando sua soberania absoluta.

Franklin sorriu, incapaz de contestar aquele fato, mas atacou o ponto fraco de Cícero:

— Weleska precisa da sua companhia. Você provavelmente não terá condições de cuidar da Eduarda.

Cícero estreitou os olhos novamente, sua expressão era desagradável.

Ele não podia simplesmente abandonar Weleska.

Mas Eduarda...

Os passos de Cícero estagnaram.

Franklin não hesitou, pegou a prancheta da mão do médico e disse:

— Sou amigo dela, eu cuido disso.

O médico assentiu, um pouco atordoado, parecendo não entender a cena.

Dois homens de aparências distintas, mas igualmente belos e inigualáveis, ambos exalando riqueza e classe, pareciam estar disputando a atenção na sua frente.

O médico nunca tinha visto uma cena de novela acontecer na vida real.

Ele entregou a ficha para Franklin:

— Vire à direita na saída, pague as taxas e pegue o prontuário.

Eduarda não respondeu de imediato. Olhou ao redor, recuperando a consciência, até ter certeza de que estava em um quarto de hospital.

Então, Franklin estava ali como seu acompanhante.

Recém-acordada, Eduarda ainda estava um pouco aérea, recuperando os sentidos aos poucos.

As memórias de antes do coma voltaram uma a uma. Lembrou-se de como seu irmão fora cruel e causara seus ferimentos.

E então, lembrou-se das memórias de infância que recuperou durante o coma. Seu olhar foi tingido por uma emoção quase imperceptível.

Eduarda fechou os olhos e respirou fundo.

Franklin estava de pé ao lado da cama, esperando uma resposta, mas ela permanecia em silêncio.

Ele pensou que ela ainda pudesse estar sentindo algum desconforto.

Franklin inclinou-se sobre Eduarda, encurtando a distância entre eles, a ponto de quase sentirem o calor um do outro.

Ele estendeu a mão, de dedos longos e levemente frios, e tocou a testa de Eduarda com as costas da mão. O gesto foi suave, com medo de machucá-la.

Ele estava verificando a temperatura dela.

Franklin sorriu para ela e disse suavemente:

— Parece que a febre baixou.

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