— Franklin, você não acha que já passou dos limites? — Perguntou Cícero com a voz grave.
Franklin não pareceu achar nada impróprio e respondeu:
— Eu e a Eduarda não temos nenhuma relação inadequada, muito menos algo que ultrapasse limites.
Franklin tocou de leve no ombro de Cícero e disse:
— Cícero, não inventa coisa na sua cabeça.
Dito isso, Franklin não pretendia continuar ali com Cícero e Weleska. Ele se virou para Eduarda:
— Vamos? Ainda temos que escolher o presente.
— Vamos. — Eduarda respondeu brevemente, sem olhar para Cícero novamente, e caminhou lado a lado com Franklin em direção à saída.
Weleska sentiu-se inconformada. Cícero não havia conseguido tomar o vestido de Eduarda.
Isso não equivalia a ser superada por Eduarda?
Ela não aceitaria isso.
Por que Eduarda era tão arrogante?
Então, ela bloqueou o caminho dos dois e perguntou:
— O que vocês vão comprar? Eu e o Cícero vamos escolher um presente para o vovô, e vocês?
Eduarda franziu a testa e não respondeu à pergunta de Weleska.
Ela, naturalmente, tinha o mesmo objetivo que Cícero.
Mas por que Weleska tomaria a iniciativa de dizer algo assim?
Será que Weleska não sabia que ela também iria para a *Praia Dourada*?
Ou será que Weleska também iria junto com Cícero para a *Praia Dourada*?
Eduarda pensou e repensou. Na verdade, se Weleska fosse, seria até bom. Assim, poderiam colocar todas as cartas na mesa.
Ela se divorciaria de Cícero, e Cícero se casaria com Weleska; seria a realização do desejo de todos. O mais importante era conseguir se divorciar logo.
Assim, Eduarda não disse nada a Weleska sobre o presente para Adilson.
Ela apenas disse:
— O que compramos é assunto nosso. O que a Sra. Castilho e o Sr. Machado compram não precisa ser informado a nós. Cada um segue o seu caminho, e pronto.
Eduarda olhou para Franklin, e no momento em que seus olhares se cruzaram, Franklin entendeu o que ela queria dizer.
— Vamos. — Disse Franklin, e os dois saíram definitivamente daquela loja, indo em outra direção.
— Sei que você gosta de caligrafia e literatura, mas esses itens são muito específicos e eu, como leiga, não saberia comprar. Então, substituí por uma caneta, espero que goste.
Quando Eduarda entregou a caneta, Franklin ficou genuinamente feliz.
Então ele sugeriu:
— Se você tiver interesse em caligrafia e pintura, depois posso te levar para conhecer mais sobre isso.
Eduarda sorriu e assentiu:
— Claro, talvez isso me dê muita inspiração.
— Seria uma honra para mim. — O sorriso de Franklin era caloroso, o que deixou Eduarda muito mais à vontade.
Depois de passearem o dia todo, os dois foram a um restaurante escolhido por Franklin. Após o jantar, Franklin levou Eduarda até o prédio do apartamento dela.
Enquanto Eduarda subia, Franklin esperou lá embaixo.
Franklin manteve a chamada ativa com Eduarda.
Somente após confirmar que Eduarda havia chegado em casa em segurança é que Franklin partiu com seu carro.
Eduarda chegou em casa, guardou as coisas que comprou e pegou o celular para contatar Zenilda.
— Professora Zenilda, já estou pronta por aqui. Que horas a senhora terá tempo amanhã? Eu passo de carro para buscá-la e vamos juntas para a *Praia Dourada*, da família Machado.

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